Mais uma empresa da região entrou com pedido de recuperação judicial. O Grupo Tanac, com produção em Montenegro, no Vale do Caí, entrou com a solicitação para sanar um débito de mais de R$ 340 milhões. O processo tem como administrador judicial a SCZ Scalzilli Administração Judicial.

Foto: Divulgação/Tanac
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O Grupo, que trabalha na cadeia da acácia negra, terá que apresentar o Plano de Recuperação Judicial dentro de 60 dias, a contar do último dia 16 de dezembro.
Entre os motivos, que constam no processo, estão as dificuldades que surgiram com a pandemia. O grupo alega “redução em seu processo produtivo, especialmente em razão do fechamento temporário e da paralisação obrigatória das atividades industriais. Essa situação de instabilidade perdurou até o ano de 2022, quando a operação passou a se normalizar gradualmente.”
O investimento em produção de pellets (utilizados para geração de energia com biomassa) e cavacos (insumos para papel e celulose) de madeira, destinadas ao aproveitamento de subprodutos florestais, também não foram bem sucedidos. “Tais atividades, contudo, tornaram-se deficitárias, consumindo caixa e não gerando retorno econômico compatível com o capital investido”, explica trecho do processo.
A operação de cavacos foi afetada pela dependência do mercado asiático. “Cujos clientes compravam o referido produto da Tanac de forma oportunista e sem contratos de abastecimento de longo prazo que garantissem previsibilidade de receitas”, traz outro trecho do processo judicial.
Ainda não há detalhamento sobre os próximos passos da empresa na cidade e demais unidades.