As tarifas adicionais aos produtos brasileiros, confirmadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vão afetar a economia gaúcha. Dados do Sistema Fiergs mostram que entre os meses de janeiro e junho, os estadunidenses foram responsáveis por adquirir foram 950,4 milhões de dólares em produtos made in RS.

Foto: GES
Portanto, os EUA é o segundo maior comprador estrangeiro do Rio Grande do Sul, representando 10,18% das exportações, ficando atrás apenas da China (15,80%). Argentina (7,40%) e Vietnã (4,12%) aparecem na sequência, na 3ª e 4ª posição, respectivamente.
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Entre os 20 setores que mais vendem para os Estados Unidos, mais da metade serão taxados em 50%. Outros cinco ramos terão os tributos extras de forma parcial, ou seja, parte das mercadorias será tarifada, enquanto outra ficará livre. Apenas quatro mercados escaparam do tarifaço imposto ao Brasil: pastas de madeira/celulose, gorduras e óleos animais ou vegetais, obras de ferro fundido, ferro ou aço e alumínio.
Mais impactados
Entre os ramos mais afetados, o setor do tabaco será o mais impactado, já que as exportações renderam 122,7 milhões de dólares no 1º semestre de 2025. Produzido especialmente no Vale do Rio Pardo, os fumicultores vão precisar encontrar mercados alternativos, mesmo com a safra já encaminhada.
O setor de máquinas e materiais elétricos aparecem na sequência, com 121,5 milhões de dólares exportados aos Estados Unidos. Fechando o pódio está o mercado calçadista, centralizado nos Vales do Sinos e Paranhana.
Foram 69,1 milhões de dólares em exportações no 1º semestre, o que torna os EUA o país que mais recebeu produtos deste setor no mundo. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) tratou a medida como um dano que pode ser irreversível às exportações de calçados brasileiros.
“O dia 30 de julho ficou marcado por um revés grave que irá causar danos irreversíveis nas exportações de calçados brasileiros.”
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