A crise financeira vivenciada pela rede de farmácias Maxxi Econômica afeta diretamente ex-colaboradores. A empresa, com sede em Canoas e que solicitou recuperação judicial, acumula débitos que podem chegar aos R$ 100 milhões.

Foto: Juliana Nunes/GES-ESpecial
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O plano de reestruturação envolve o “enxugamento” da atuação da rede. Com isso, muitos funcionários foram desligados pela empresa. Ex-colaboradores relataram com exclusividade ao ABCmais/Jornal NH que ainda não receberam os valores devidos.
“Espero há mais de dois meses pelo pagamento da multa rescisória, os 40%. Tem meses do FGTS, relacionados ao ano de 2024, que também não foram depositados”, comenta uma ex-funcionária de unidade do Vale do Sinos que prefere não se identificar.
A rescisão será paga em parcelas, conforme informam os ex-colaboradores da rede. Porém, as parcelas não estão entrando.
“Eu fui demitida em maio, me pagaram uma parcela em maio e outra em junho, a de julho e agosto não me pagaram. Estão me devendo cerca de R$ 35 mil ao total. Inclusive 4 parcelas do FGTS do ano passado. E praticamente obrigaram a gente a assinar um contrato de parcelamento. Tem gente que não assinou e não recebeu nem seguro-desemprego“, comenta moradora da região que também atuou em loja do Vale do Sinos.
Ex-colaboradores também relatam que desde 2023 notavam falta de medicamentos e produtos nas prateleiras, além de acompanharem o recebimento, por parte da empresa, de dívidas registradas em um cartório de protestos.
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O que diz a empresa
A rede está sendo representada pelo escritório Malta Martins Advocacia, de Porto Alegre. “A empresa foi muito cirúrgica nesta questão. Procurou despedir o menor número possível de funcionários constando a capacidade financeira dela. Passo seguinte agora é saldar estes passivos observando a metodologia que será apresentada no plano de recuperação judicial. Lembrando que o plano tem uma série de parâmetros que coloca a classe dos empregados em uma condição de privilégio em relação às demais classes”, afirma o sócio do escritório de advocacia, Leandro Malta Martins.