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NA ESPERA

Sem rescisão e FGTS: Entenda situação de ex-funcionários de rede de farmácias que pediu recuperação judicial

Veja o que empresa com sede em Canoas tem a dizer sobre o caso

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 27/08/2025 às 15h:49 Última atualização: 27/08/2025 às 16h:05
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A crise financeira vivenciada pela rede de farmácias Maxxi Econômica afeta diretamente ex-colaboradores. A empresa, com sede em Canoas e que solicitou recuperação judicial, acumula débitos que podem chegar aos R$ 100 milhões

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Farmácia em Montenegro também foi fechada | abc+



Farmácia em Montenegro também foi fechada

Foto: Juliana Nunes/GES-ESpecial

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O plano de reestruturação envolve o “enxugamento” da atuação da rede. Com isso, muitos funcionários foram desligados pela empresa. Ex-colaboradores relataram com exclusividade ao ABCmais/Jornal NH que ainda não receberam os valores devidos.

“Espero há mais de dois meses pelo pagamento da multa rescisória, os 40%. Tem meses do FGTS, relacionados ao ano de 2024, que também não foram depositados”, comenta uma ex-funcionária de unidade do Vale do Sinos que prefere não se identificar.

A rescisão será paga em parcelas, conforme informam os ex-colaboradores da rede. Porém, as parcelas não estão entrando.

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“Eu fui demitida em maio, me pagaram uma parcela em maio e outra em junho, a de julho e agosto não me pagaram. Estão me devendo cerca de R$ 35 mil ao total. Inclusive 4 parcelas do FGTS do ano passado. E praticamente obrigaram a gente a assinar um contrato de parcelamento. Tem gente que não assinou e não recebeu nem seguro-desemprego“, comenta moradora da região que também atuou em loja do Vale do Sinos.

Ex-colaboradores também relatam que desde 2023 notavam falta de medicamentos e produtos nas prateleiras, além de acompanharem o recebimento, por parte da empresa, de dívidas registradas em um cartório de protestos. 

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O que diz a empresa

A rede está sendo representada pelo escritório Malta Martins Advocacia, de Porto Alegre. “A empresa foi muito cirúrgica nesta questão. Procurou despedir o menor número possível de funcionários constando a capacidade financeira dela. Passo seguinte agora é saldar estes passivos observando a metodologia que será apresentada no plano de recuperação judicial. Lembrando que o plano tem uma série de parâmetros que coloca a classe dos empregados em uma condição de privilégio em relação às demais classes”, afirma o  sócio do escritório de advocacia, Leandro Malta Martins.

 

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