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TARIFA DE TRUMP

Queda nas exportações em janeiro mostra impacto do tarifaço na indústria gaúcha

Retração foi de US$ 164,3 milhões em comparação com janeiro de 2025

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Publicado em: 20/02/2026 às 20h:52 Última atualização: 20/02/2026 às 20h:54
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Em janeiro, o Brasil chegou ao 6º mês com a influência do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos nacionais. A manutenção das tarifas, apesar da exclusão de muitos itens no período, tem impacto direto sobre a produção e investimentos na indústria brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul.

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Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, muitas empresas gaúchas estão comprometidas. O setor de máquinas, por exemplo, registrou queda de 23,1% no primeiro mês do ano, se comparado com o mesmo período de 2025. A porcentagem equivale a US$ 5,9 milhões.

Tabaco foi o setor mais afetado pelo tarifaço  | abc+



Tabaco foi o setor mais afetado pelo tarifaço

Foto: Junio Nunes/Sinditabaco

O segmento mais impactado foi o do tabaco, responsável por uma contribuição negativa de 6,6 pontos percentuais e retração de 54,2%. No primeiro mês de 2026, os embarques gerais da Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1,2 bilhão.

Em comparação com janeiro de 2025, houve retração de US$ 164,3 milhões, o que representa queda de 12%. Janeiro deste ano teve um dia útil a menos, e o chamado efeito-calendário exerceu pressão negativa de 4,5% sobre o resultado.

Ainda assim, mesmo ao considerar a média por dia útil, a receita recuou 7,8%. Em termos de volume embarcado por dia útil, a queda foi ainda mais expressiva, de 16,3%, apesar da elevação de 10,1% nos preços de venda.

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Crescimento tímido

Apenas seis dos 23 segmentos exportadores registraram expansão nas vendas. O segmento de Alimentos faturou US$ 460,1 milhões com exportações em janeiro de 2026, um aumento de US$ 133,4 milhões em relação ao mesmo período de 2025, equivalente a um crescimento de 40,7%.

A federação encaminhou cartas ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçando a necessidade de concentrar esforços na pauta.

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