O Banrisul lançou nesta segunda-feira (28), a 3ª edição do seu programa de aceleração de startups durante evento no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O Banritech Fly 2025 conta mais uma vez com apoio técnico do (Parque Científico e Tecnológico da PUCRS) e vai receber inscrições até o dia 17 de agosto.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
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O programa foi redesenhado e terá o ecossistema de inovação mais alinhado com as necessidades práticas do banco. O nome “Fly” foi acrescentado para simbolizar essa nova etapa do programa. Serão impulsionadas startups em estágio de operação, tração ou escala, com soluções prontas para alçar
voo e impactar o mercado em maior escala.
As soluções devem estar validadas, internamente ou no mercado, e atender a um ou mais dos seis
desafios estratégicos mapeados junto a mais de 15 áreas do Banrisul. As regras, critérios e formulários
estão disponíveis no site www.banrisul.com.br/banritech.
O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destaca a relação da inovação com a instituição bancária. “Se há um setor da economia em que houve uma grande disruptura através da inovação é o setor bancário. E ele é talvez o mais adequado a isso já que é um grande prestador de serviço e não tem nada muito físico, a moeda está ‘sumindo’. A expectativa é atender cada vez melhor nossos clientes e correntistas.”
Lemos conta que por meio do programa, o Banrisul vai selecionar e contratar startups que tiverem produtos que possam ser utilizados pelo banco.
“O Banritech Fly vai acelerar empresas que possam ajudar o Banrisul. Desta vez temos um edital diferente, agora que a legislação permite, e as empresas que forem selecionadas pelo banco e produzirem produtos adequados ao Banrisul serão imediatamente contratadas para que implementem as soluções dentro do banco. Isso permite também que a gente retenha estes talentos no Estado. Queremos exportar tecnologia e não pessoas.”
Nos dois ciclos anteriores, o Banritech acelerou 60 startups e ofereceu mais de mil horas de mentorias especializadas a cerca de 140 empreendedores. Mais de 40% das startups participantes relataram ter fechado negócios com outros fundos após a participação no programa.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
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Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUC-RS e Tecnopuc, ressaltou a importância da parceria. “É muito importante esta visão do banco em estabelecer projetos com atores de inovação e conectados com as suas necessidades. Para a PUC esta parceria é motivo de orgulho”, diz Audy.
Como funciona o programa
Após o período de inscrições, as startups passarão por etapa de pré-seleção técnica, seguida de pitch para a banca avaliadora. As selecionadas ingressam em um ciclo de aceleração de três meses, de setembro a novembro, com atividades híbridas (online e presenciais), mentorias individuais, consultorias coletivas, diagnósticos de maturidade e acesso ao espaço de coworking e à infraestrutura do Tecnopuc.
Todo o processo é gratuito e não implica vínculo societário ou aporte financeiro. Ao final do programa, até 10 startups serão escolhidas para apresentar suas soluções no Banritech Pitch Day. As três melhores colocadas receberão subsídios, conforme a classificação, para participar de eventos de inovação de relevância nacional e internacional, como o Web Summit, no Brasil, e o SXSW, nos EUA.
O que esperar
Cada desafio apresenta problemas reais mapeados a partir das operações e estratégias do Banrisul. Por exemplo, no caso da Garantia Tokenizada, o banco busca startups capazes de tokenizar ativos usados como garantia em operações de crédito, automatizando registros e liquidações via smart contracts.
Já no Programa de Fidelidade, o objetivo é criar uma plataforma integrada para consolidar dados de consumo de produtos e gerar ofertas personalizadas, estimulando a principalidade dos clientes com o
banco. As startups precisam ter CNPJ ativo e estar enquadradas na definição do Marco Legal das
Startups.
E o tarifaço?
A economia do Rio Grande do Sul vive um cenário de incertezas diante do tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros. Na última sexta (25), o governo do Estado e BRDE anunciaram linha de crédito para apoiar empresas exportadoras afetadas com a taxação, que no momento, está cotada para 50%.
O ABCmais perguntou ao dirigente do Banrisul sobre o tema. Para Lemos, o momento é delicado e é preciso esperar para ver como a economia irá se comportar.
“Nossa área de relações internacionais está atenta ao tema. Vamos esperar as definições a nível nacional para ver se teremos espaço pra fazer alguma coisa neste sentido. É um momento muito delicado para o Brasil”, avalia Fernando Lemos.