O governo federal enviou uma carta na terça-feira (15) ao secretário de Comercio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, sobre a tarifa de 50% anunciada por Trump na última semana.
O vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manifestaram indignação com a imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil aos EUA a partir de 1° de agosto.
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Foto: Cadu Gomes/VPR
A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, escreveram vice-presidente e ministro.
A carta ainda enfatiza os dois séculos de relacionamento bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, e salienta que, a partir disso, “o comércio provou ser um dos alicerces mais importantes da cooperação e da prosperidade entre as duas maiores economias das Américas”.
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O governo federal diz que desde o anúncio das tarifas recíprocas em 2 de abril, o Brasil tem dialogado com as autoridades norte-americanas em busca de alternativas para aprimorar o comércio bilateral, “apesar de o Brasil acumular com os Estados Unidos grandes déficits comerciais tanto em bens quanto em serviços, que montam, nos últimos 15 anos, a quase US$ 410 bilhões, segundo dados do governo dos Estados Unidos”.
Segundo a carta, o Brasil solicitou, em diversas ocasiões, que os EUA identificassem áreas específicas de preocupação para o governo norte-americano. No mês seguinte, em 16 de maio, o governo brasileiro apresentou minuta confidencial de proposta contendo áreas de negociação “nas quais poderíamos explorar mais a fundo soluções mutuamente acordadas”. Não houve resposta dos EUA desde então.
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O governo federal encerra o documento com o pedido de retorno da minuta enviada em maio e informa que “permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral”.