O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) acompanha com atenção a recente decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados com origem no Brasil.

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Em nota enviada ao ABCmais nesta quinta-feira (10), a entidade afirma que a medida impacta todos os setores econômicos do País, incluindo a indústria curtidora.
“Os EUA fecharam o balanço de 2024 como o segundo maior importador de couro brasileiro (participação de 13,3% em valores). Em 2025, até o mês de junho, se mantêm na vice-liderança, com um total de 13,6% sobre todos os valores exportados a partir do setor de couros do Brasil”, destaca o CICB.
A entidade diz ainda que o Brasil “em uma longa tradição de relacionamento comercial com os Estados Unidos, pautado pelo fornecimento de produtos de qualidade, compromisso com prazos e padrões internacionais de sustentabilidade no couro.”
O caminho, segundo o CICB, é a diplomacia. “É importante para os dois países que não haja o comprometimento da parceria histórica e tão profícua entre as nações”, avalia em nota ressaltando que seguirá na defesa do setor coureiro nacional.
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Sinal vermelho para as exportações de calçados
Se no início da semana a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemorava o crescimento de 24,5% nas exportações de junho, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, o momento agora é de alerta.
Principal destino das exportações brasileiras do setor, os Estados Unidos foram, justamente, o país que puxou o incremento, com crescimento de quase 40% no mesmo comparativo. Após a carta enviada por Trump ao presidente Lula, em que anuncia a taxação de 50% para todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a situação é de surpresa e preocupação por parte da Abicalçados.
“No primeiro semestre, estávamos, aos poucos, recuperando mercado nos Estados Unidos, apesar de todas as instabilidades. O anúncio do presidente Trump, com novas tarifas a partir do dia 1º de agosto, é um grande balde de água fria para o setor calçadista brasileiro“, lamenta.
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Dados das exportações calçadistas
Principal destino do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos receberam, em junho, 1 milhão de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 20,76 milhões, crescimentos tanto em volume (+39,4%) quanto em receita (+25,4%) em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, as exportações para os Estados Unidos somaram 5,8 milhões de pares e US$ 111,8 milhões, incrementos de 13,5% e de 7,2%, respectivamente, ante o mesmo ínterim de 2024.