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ECONOMIA

TARIFA DE TRUMP: Exportação de suco de laranja brasileiro deve ser impactada com decisão dos EUA, diz entidade

Presidente da Câmara Regional da Citricultura do Vale do Caí afirma que setor está apreensivo em toda sua cadeia produtiva

Publicado em: 10/07/2025 às 17h:12 Última atualização: 10/07/2025 às 17h:13
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Um dos impactos da decisão dos Estados Unidos em taxar em 50% os produtos brasileiros cairá sobre o setor exportador de suco de laranja, já que o Brasil é o país que mais produz e exporta do mundo.

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Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), na safra 2024/25, encerrada em 30 de junho, os EUA representaram 41,7% das exportações brasileiras do produto, somando US$ 1,31 bilhão em faturamento.

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Foto: Freepik

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Em nota divulgada à imprensa, a CitrusBR afirma que, com a taxação, “72% do valor total do produto passariam a ser recolhidos em tributos, inviabilizando as exportações para aquele mercado sem que haja graves prejuízos para toda a cadeia. Trata-se de uma condição insustentável para o setor, que não possui margem para absorver esse tipo de impacto”.

No Rio Grande do Sul, apesar do produto não estar entre os mais exportados do Estado, a decisão preocupa produtores de citricultura da região. O presidente da Câmara Regional da Citricultura do Vale do Caí, Ivan Streit, afirma que o setor está apreensivo em toda sua cadeia produtiva.

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“Com certeza teremos um impacto a nível nacional do setor, pois já estávamos taxados com 10%, o que vinha elevando o custo para o consumidor americano, nosso maior mercado, fato que baixou em torno de 4% o consumo. Diante do exposto até agora, vemos que será, não só para o setor citrícola, mas para o Brasil todo uma situação complexa”, pontua.

Streit explica que a região possui empresas processadoras de suco, que funcionam como uma extensão de outras grandes empresas da de São Paulo. Na análise do presidente, o que poderá acontecer é que, sem a demanda, os principais produtores de citrus do Brasil, como São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, terão de revender a fruta para outros estados, como o Rio Grande do Sul, com um custo mais baixo, para “demandar” o produto. 

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“Já quando nós aqui não temos uma produção suficiente, muitos comerciantes já trazem laranjas de fora, então esse é o problema. Vai com certeza, também, baixar o preço da fruta aqui no nosso Estado. E como está existindo um aumento substancial de pomares, mudas que estão sendo já encomendadas para 2026, nós temos toda uma cadeia que vai ser atingida por isso”, reforça.

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