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CALÇADO BRASILEIRO

TARIFAÇO: Indústria calçadista perde mais de 4 mil postos de trabalho em novembro

Dados foram divulgados pela Abicalçados nesta terça (6)

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 06/01/2026 às 14h:43 Última atualização: 06/01/2026 às 14h:44
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A cobrança de 50% sobre produtos brasileiros que entram no território dos Estados Unidos entrou em vigor no dia 6 de agosto de 2025. Os prejuízos na economia brasileira se acumulam desde então. Alguns setores tiveram isenção da taxa imposta pelo governo de Donald Trump, como café e carne bovina, mas não é o caso de segmentos essenciais para a economia gaúcha como o calçadista. A indústria do calçado tem enfrentado dificuldades que refletem também na empregabilidade.

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Setor calçadista é um dos mais impactados pelo tarifaço | abc+



Setor calçadista é um dos mais impactados pelo tarifaço

Foto: Abicalçados/Divulgação

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Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e divulgados nesta terça (6), mostram que a indústria calçadista perdeu mais de 4 mil empregos somente em novembro.

Com isso, o setor encerrou o período de janeiro a novembro de 2025 com saldo positivo de 7,9 mil postos criados e estoque total de 290,2 mil pessoas empregadas na atividade, 1% menos do que no mesmo período do ano passado.

“É um reflexo direto do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos calçados brasileiros. Com o tempo passando e sem uma solução para o impasse, as empresas perdem o fôlego para a manutenção dos empregos”, observa o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressaltando que, em novembro passado, as exportações para os Estados Unidos caíram quase 50%, para cerca de US$ 10 milhões.

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Estados

Segundo a Abicalçados, o principal empregador do setor calçadista no Brasil também foi o estado mais atingido pelo tarifaço dos Estados Unidos. O Rio Grande do Sul perdeu 1,53 mil empregos no setor somente em novembro, encerrando os 11 meses de 2025 com saldo negativo de 1,8 mil postos.

Com os números, as fábricas gaúchas encerraram novembro com estoque de 79,1 mil empregos na atividade, 5,5% menos do que no mesmo período do ano passado. “O Rio Grande do Sul é o principal exportador brasileiro de calçados para os Estados Unidos, tendo perdido, desde a aplicação do tarifaço, mais de 3,3 mil empregos. Infelizmente, era um movimento esperado”, avalia Ferreira.

Na sequência entre os estados empregadores do setor aparece o Ceará, que perdeu 865 postos em novembro e encerrou o período com saldo positivo de 472 empregos. Com os números, as fábricas cearenses encerraram o mês 11 empregando 69,6 mil pessoas, 0,6% menos do que no mesmo período de 2024.

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O terceiro maior empregador do setor foi a Bahia, que perdeu 313 postos em novembro e, ainda assim, encerrou o acumulado com 3,66 mil empregos criados. O estoque das fábricas baianas ficou em 44,53 mil empregos, 6,1% mais do que no mesmo período de 2024.

São Paulo, outro estado fortemente atingido pelo tarifaço dos Estados Unidos, foi o quarto empregador, tendo perdido, em novembro, 663 empregos na atividade. O saldo dos 11 meses, no entanto, ficou positivo em 2,48 mil postos gerados. Com isso, as fábricas locais encerraram o período com estoque de 32,88 mil empregos na atividade, 1,3% menos do que no mesmo intervalo de 2024.

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