A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano começou a valer no dia 6 de agosto. Dois meses depois, a tão esperada conversa entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) aconteceu.
Nesta segunda-feira (6), os líderes das nações em conflito comercial conversaram por videoconferência.
E será que a “química” apontada por Trump ainda na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro, vai gerar resultados efetivos para o mercado nacional?
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Foto: Divulgação ACI
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Entidades empresariais da região acompanham de perto os desdobramentos do tarifaço. Em entrevista ao ABCmais, o diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), Fauston Saraiva, avaliou o encontro virtual.
“Acompanhei os depoimentos do governo federal após a conversa. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou a reunião positiva e o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, falou que não houve menção ao ex-presidente Bolsonaro, percebe-se que a questão política ficou em segundo plano. Foi solicitada a retirada da taxa e as negociações terão sequência. Nos dá otimismo, do ponto de vista que os dois sequer conversavam, mas também é preciso evoluir. Estamos otimistas, mas cautelosos”, avalia.
O diretor da ACI reforçou também que a entidade regional seguirá mobilizada na busca de soluções para setores gaúchos afetados pela tarifa, como o calçadista. “Seguiremos atentos”, afirma.