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TARIFAÇO: Avançam propostas levadas ao governo federal pela ACI e liderança calçadista; veja detalhes

Fauston Saraiva e Juliano Mapelli entregaram reivindicações da indústria calçadista gaúcha e duas já foram encaminhadas; saiba mais

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 29/09/2025 às 10h:48 Última atualização: 29/09/2025 às 10h:53
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As reuniões, realizadas em Brasília na última terça-feira (23), lideradas pelo diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), Fauston Saraiva, e o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas (SICTC), Juliano Mappeli, já começaram a surtir efeitos. As agendas incluíram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e encontros com senadores gaúchos.

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Mapelli e Saraiva com representantes do ministério em encontro realizado na última terça-feira (23) | abc+



Mapelli e Saraiva com representantes do ministério em encontro realizado na última terça-feira (23)

Foto: Divulgação/ACI

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No encontro com o MDIC, Saraiva e Mapelli apresentaram à secretária-adjunta de Comércio Exterior do ministério, Daniela Matos, propostas para mitigar os efeitos do tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Duas das solicitações estão em processo de contemplação: a ampliação do Reintegra e o aumento do prazo do regime drawback. No caso do Reintegra, programa que devolve parte dos tributos pagos na cadeia produtiva, reduzindo custos e aumentando a competitividade, pediu-se que as alíquotas atuais, de 0,1% para grandes empresas e 3% para pequenas, fossem elevadas para 3% e 6%, respectivamente.

A ACI informou que foi requisitado, ainda, estendê-lo a exportações efetuadas para qualquer destino, inclusive para os Estados Unidos. Já em relação ao drawback, a proposta foi a de prorrogar por 12 meses os prazos para exportações no regime, sem multas ou juros, para empresas afetadas pela tarifa.

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As lideranças da região tiveram reuniões presenciais com os senadores Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), e com o deputado Marcel van Hattem (Novo). Além disso, mantiveram contato com assessores de outros parlamentares gaúchos. “A possibilidade de efetivação dessas iniciativas já fez com que alguns empresários repensassem demissões, e as perspectivas são positivas no momento”, afirma Fauston Saraiva.

O documento entregue ao MDIC foi assinado também pelo movimento The South Base, Sindicato das Indústrias do Calçado de Novo Hamburgo, Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Estado do Rio grande do Sul e Sindicato dos Sapateiros de Três Coroas.

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Aprovação de texto-base

Na última sexta-feira (26), o plenário do Senado Federal aprovou o texto-base do PLP 168/2025, cujos destaques devem ser analisados nesta terça-feira (30). Atualmente, o percentual de devolução varia entre 0,1% a 3%, e pode ser acrescido em até 2% em casos especiais. O texto eleva o percentual de acréscimo para até 3%, no caso de exportações afetadas pelas novas tarifas americanas.

Relatado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), o projeto dá continuidade ao teor da Medida Provisória (MP) 1.309/2025, editada em agosto, que liberou crédito de R$ 30 bilhões para empresas exportadoras aos Estados Unidos e afetadas pelo tarifaço.

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Isenção de impostos e desoneração seguem no radar

Além dessas duas medidas que avançam em Brasília, outras duas propostas seguem sendo defendidas pela ACI e entidades parceiras. São elas: a isenção total de tributos federais (como PIS, Cofins e IPI) sobre a produção destinada à exportação, sem prazo definido, até que as negociações com os EUA resultem na redução ou eliminação da tarifa de 50%. Na proposta atual do Governo Federal, a cobrança desses impostos seria apenas adiada.

A outra reivindicação que segue no radar é a desoneração completa da folha de pagamento para empresas exportadoras e da cadeia produtiva, sem prazo definido, com foco na redução de encargos trabalhistas (como o INSS patronal). A inserção do calçado brasileiro na lista de isenção da taxa por parte do governo americano seria medida mais efetiva para sanar os prejuízos correntes, alternativamente.

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