Uma comitiva representou a indústria brasileira em Washington, nos Estados Unidos, na semana passada. A Missão Empresarial organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) buscou abrir caminhos para alternativas à taxação de 50% sobre a importação de produtos do Brasil. A iniciativa contou com a participação do setor do couro, representado por Rogério Cunha, da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
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Foto: Rogério Cunha
A agenda incluiu encontros com autoridades do governo norte-americano, parlamentares, empresários locais e representantes da embaixada do Brasil em Washington. A comitiva evidenciou a relevância dos produtos brasileiros para as duas nações.
“É fundamental que o couro do Brasil esteja representado nesse debate. O impacto da tarifa norte-americana sobre nossa indústria é direto e expressivo. Estar em Washington, ao lado da CNI e de outras lideranças industriais, foi uma oportunidade estratégica de mostrar o valor do nosso setor e de construir caminhos para esta questão”, avalia Cunha, que teve agendas específicas também com representantes da indústria do couro dos Estados Unidos e importadores de couro brasileiro.
Em média, os Estados Unidos são responsáveis pela compra de quase 15% de todo o couro do Brasil que é exportado.
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A comitiva da CNI reuniu 130 empresários, líderes de associações industriais e dirigentes de federações de 8 estados brasileiros. Para Rogério Cunha, a missão não traz soluções imediatas, mas fortalece o papel do setor privado brasileiro nas negociações internacionais.
“O couro é um insumo essencial em cadeias industriais estratégicas nos Estados Unidos, como automotiva, moveleira, calçadista e de artigos de luxo e também de pequenos negócios artesanais. O diálogo estabelecido em Washington reforça que nossa indústria está preparada para contribuir de forma construtiva na busca de soluções comerciais equilibradas”, completa.
Segundo a CNI, este será um trabalho permanente da entidade. A programação em Washington teve encontro com autoridades como o secretário adjunto do Departamento de Estado, Christopher Landau, o subsecretário de Comércio para a Indústria e Segurança, Jeffrey Kessler, parlamentares e com a embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Cecília Ribeiro Viotti.
O grupo foi assessorado pelo escritório de articulação política local Ballard Partners, um dos mais reconhecidos dos Estados Unidos.