Paquetá precisou do auxílio dos companheiros para sair
Foto: ALEX SLITZ/GETTY IMAGES VIA AFP
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Coragem, Ancelotti… Menos, bem menos
Com a lesão de Paquetá, três nomes do Brasil surgem nas mesas redondas como possibilidades para substituir o meia. Endrick, Martinelli e Danilo Santos. Ainda tem os Neymarzetes que sonham com o camisa 10 iniciando o jogo, mesmo tendo atuado pouco mais de 15 minutos de uma partida oficial no último um mês e meio. Inicialmente, minha opinião pendeu para Endrick no centro do ataque, com Matheus Cunha recuando para a função de Paquetá. Sou daqueles que acredita em “estrela” e penso que Endrick tem de sobra.
Aos críticos pelo aparente ostracismo da carreira do jogador desde que saiu do Palmeiras, lembro que Vini Jr, quando foi transferido para o Real Madrid e penou no time B, era chamado por muitos brasileiros de novo Negueba, promessa do Flamengo que não entregou o esperado.
Mas então lembrei do 7 a 1, da alegria nas pernas e da frase do jornalista André Rizek: “Coragem, Felipão!O meio-campo da Alemanha não marca muito…” Como gato escaldado tem medo de água, considero que o meio-campo é um lugar que jamais pode ser negligenciado. E se a Noruega não encontrar resistência no nosso meio, vai sobrar um gigante de quase 2 metros com faro de gol para cima do Gabriel Magalhães (que sabe o sofrimento que é lidar com Haaland). Dito isso, eu iria de Danilo Santos, apesar de acreditar que o homem de confiança de Ancelotti, neste caso, será o operário Martinelli. Seja quem for, coragem, Ancelotti! Mas uma boa dose de prudência.
Rivais na Premier League, Gabriel Magalhães (do Arsenal) e Haaland (do Manchester City) têm um histórico de embates. Nos confrontos, já teve Haaland jogando bola na cabeça de Magalhães e o zagueiro gritando na cara do norueguês. Na última temporada, Haaland fez um gol decisivo no 2 a 1 do City sobre o Arsenal, levando a melhor sobre o defensor após segurar sua camisa. No mesmo jogo, o brasileiro chegou a projetar a cabeça contra Haaland. “É sempre assim, muita briga”, disse Haaland, na ocasião.
A rivalidade entre Haaland e Magalhães nem se compara a do pai do norueguês, Alf-Inge Haaland, com o lendário capitão do Manchester United, Roy Keane. A rixa começou em 1997, quando Keane lesionou o joelho contra o Leeds United (time de Alf-Inge), e o norueguês o acusou de simular.
Em 2001, Keane se vingou com uma entrada violenta e maldosa contra Alf-Inge. Na hora, Keane foi expulso. Quatro anos depois, em sua autobiografia, admitiu que o lance foi proposital. Alf-Inge Haaland nunca mais conseguiu jogar uma partida completa. Acabou se aposentando dos gramados em 2003, aos 30 anos, devido a problemas crônicos no joelho.
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Hoje em dia, Haaland, o filho, joga no rival do algoz do pai e empilha gols e títulos. Lembrando que ele preteriu a Inglaterra, seleção que pode até encontrar nas quartas de final caso passe pelo Brasil (bate na madeira), pela Noruega, onde os pais nasceram e ele foi criado.
Assassinado por gol contra
Vinte e dois anos atrás era assassinado por membros de cartel em Medellín, na Colômbia, o ex-jogador Andrés Escobar. O zagueiro foi morto a tiros do lado de fora de uma casa noturna, apenas dez dias após marcar um gol contra na Copa do Mundo, diante dos Estados Unidos, que culminou na desclassificação daquele time que tinha Asprilla, Valderrama, Aristizábal e Rincón. Lembrando que Pablo Escobar foi morto pela polícia meses antes.
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República do Congo perdeu de virada na quarta
Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/AFP
Congo quase vingou Camarões
Ano é 1990. Quartas de final da Copa, na Itália. Com uma vitória na estreia contra a atual campeã Argentina e tendo eliminado a Colômbia nas oitavas, Camarões, de Roger Milla, é a surpresa da Copa e enfrenta a Inglaterra. Os camaroneses começam perdendo, mas viram o placar no segundo tempo. No final da partida, os ingleses empatam de pênalti e levam a decisão para a prorrogação. Outro pênalti, outro gol de Lineker. Nunca uma seleção africana havia chegado tão longe.
Por um momento, na quarta, achei que a República Democrática do Congo fosse “vingar” o vizinho Camarões. Mas, de novo, os ingleses “roubaram” o sonho africano. Desta vez o algoz foi Harry Kane. Também não deu pra Senegal contra a Bélgica. Lutou, mas a geração belga ainda tem uma última dança.