Os engenheiros de uma companhia de água de Londres, na Inglaterra, encontraram algo longe de bom nos esgotos. Não foi o It, mas um iceberg de gordura com cerca de 100 metros e 100 toneladas, carinhosamente apelidado de “fatberg”.

Foto: Thames Water/Reprodução
Feito de óleo, gordura e dejetos que não foram feitos para serem jogados pela privada, a massa sólida congelada foi encontrada pelos engenheiros da Thames Water, a empresa que cuida dos esgotos e tratamento de água do local, embaixo de Whitechapel, na cidade londrina.
Enquanto no hemisfério sul é verão e as temperaturas não descem dos 25ºC, o hemisfério norte, onde está localizada a Inglaterra, é ao contrário. Na semana passada, as mínimas ficaram entre 2ºC e 6ºC. Com o frio, os dejetos congelaram, formando os fatbergs.
Fat significa gordura em inglês, enquanto ice é gelo. Por isso o trocadilho: ao invés de bloco de gelo (iceberg), vira um bloco de gordura (fatberg).
E ele não é o primeiro. Na verdade, a Thames Water chama o iceberg de neto do fatberg que apareceu nos esgotos em 2017. “Ele serve como um lembrete de que o que desce pelo ralo não desaparece, e o custo para que seja limpo é pago pelos consumidores”, afirma.
A empresa explica que o óleo e a gordura causam mais de 20 mil bloqueios nos túneis de esgoto dos quais a companhia é responsável, contabilizando cerca de 28% de todos os túneis bloqueados.
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“Pensem duas vezes no que vocês colocam no ralo e no vaso sanitário antes de puxar a descarga neste Natal”, pediu a Thames Water.
Para limpar essa bagunça, a estimativa é que custe 2,1 milhões de euros, apenas entre dezembro e janeiro. Isso equivale a mais de R$ 12,9 milhões, conforme a conversão feita nesta terça-feira (30) no portal do Banco Central.