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CRISE NA CASA BRANCA

TRUMP X MUSK: Entenda a briga entre o político mais poderoso e o homem mais rico do mundo

Aliados de um passado recente passaram a trocar farpas nas redes sociais nesta quinta-feira, inclusive com acusações de escândalos sexuais contra o presidente americano

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Publicado em: 06/06/2025 às 09h:03 Última atualização: 06/06/2025 às 14h:24
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A relação entre dois dos homens mais poderosos do mundo está estremecida. Antigos amigos e aliados, Donald Trump e Elon Musk entraram em uma briga pública com “tópicos sensíveis”, como lei orçamentária e escândalos sexuais. 

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Musk e Trump | abc+



Musk e Trump

Foto: Divulgação

A briga, que teve como estopim o grande projeto de lei orçamentária proposto pelo governo Trump e apelidado de “One Big Beautiful Bill” (Um Grande e Belo Projeto de Lei) ganhou proporções maiores nesta quinta-feira (5) e derrubou as ações da Tesla em 14%. 

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Com a relação estremecida, eles voltaram a trocar ataques na rede social X (antigo Twitter), poucos dias após o bilionário dono da Tesla deixar o governo. Musk é crítico ferrenho de um projeto.

De acordo com a CNN, Donald Trump disse que Musk já sabia que o projeto seria enviado ao Congresso, mas o dono da Tesla alega que não havia sido informado e, a partir disso, passou a atacar o presidente dos Estados Unidos. 

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O que desencadeou a briga

Trump e Musk até um passado recente eram aliados e tinham uma relação bastante estreita. 

Afinal, em 2024, quando venceu a eleição e voltou à presidência dos Estados Unidos, Trump teve 270 milhões de dólares (1,64 bilhão de reais, na cotação atual) doados por Musk para sua campanha. E assim o empresário foi convidado para assumir a DOGE, nova agência de eficiência governamental.  

O embate começou com Donald Trump pressionando o Congresso dos Estados Unidos pela aprovação do projeto de lei sobre impostos, cortes de gastos, energia e a fronteira. Um dos pontos desse projeto impactaria diretamente a Tesla, empresa de Musk, retirando incentivos fiscais para carros elétricos. 

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Donald Trump também expôs outros contratos de empresas de Musk com o governo federal, como o da SpaceX que fornece equipamentos e serviços ao programa espacial norte-americano. 

Outro ponto que reforçou a briga foi quando Musk criticou o projeto de lei de Trump pelas redes sociais, dizendo que a proposta era uma “abominação nojenta” e que o Congresso levaria os Estados Unidos à falência. 

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Trump disse ainda que Musk só estava mudando de opinião agora porque sua empresa de automóveis, a Tesla, vai ser prejudicada pela pressão republicana para acabar com os créditos fiscais para veículos elétricos. Musk respondeu em um post:

 Quando recebeu o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca, nesta quinta-feira, Donald Trump foi questionado por repórteres sobre a fala do dono da Tesla. O presidente disse estar “muito decepcionado” com Musk. “Elon e eu tínhamos um ótimo relacionamento. Não sei se continuaremos tendo”, falou.

Na sequência, o bilionário Musk respondeu Trump pela rede social X. Ele negou ter sido informado sobre o projeto e afirmou que Trump estava sendo ingrato, reforçando que o projeto foi aprovado “na calada da noite” na Câmara. Musk disse, ainda, que sem ele Trump teria perdido a eleição.

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“Ficou louco”

Dentro dessa briga, Trump também afirmou que “mandou Musk embora” do governo porque ele o estava “irritando”. Disse ainda que retirou o “Mandato dos Carros Elétricos” e que o bilionário “ficou louco”.

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Musk associa Trump a escândalo sexual 

Outro ponto em meio à sua briga pública online com Donald Trump foi que Elon Musk afirmou que documentos ligados à investigação do condenado por abuso sexual de menores Jeffrey Epstein não foram divulgados porque mencionam o presidente americano. “Hora de soltar a bomba de verdade, @realDonaldTrump está nos arquivos de Epstein. Esse é o verdadeiro motivo pelo qual eles não foram tornados públicos. Tenha um bom dia, DJT”, escreveu Musk no X.

“Marque esta publicação para o futuro”, acrescentou ele em outra publicação.

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Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 era um bilionário sul-africano que fez fortuna no mercado financeiro. Ele foi muito próximo de figuras poderosas, como Bill Clinton, o príncipe Andrew — irmão do rei Charles III da Inglaterra — e do próprio Trump. Acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade e de operar uma rede de exploração sexual, o empresário tirou a própria vida um mês depois de ter sido detido, em 2019, dentro da prisão. 

Em fevereiro, a Procuradora-Geral Pam Bondi anunciou a divulgação da “primeira fase” dos documentos secretos de Epstein, embora grande parte das informações já fossem de conhecimento público.

Arquivos ligados à investigação surgiram como um ponto de fixação para Trump, seus aliados e figuras da mídia de direita. Eles especularam, sem provas, que autoridades do governo participaram de um acobertamento para proteger conhecidos de Epstein, que, segundo eles, podem ter participado de seus crimes.

Musk tem suas próprias conexões com o criminoso sexual condenado. Ele foi fotografado em uma festa em 2014 com Ghislaine Maxwell, uma das associadas de longa data de Epstein e ex-namorada que foi condenada em 2021 sob a acusação de ter auxiliado Epstein em suas atividades de tráfico sexual. Essa imagem circulou amplamente online. Em 2018, Epstein disse a um repórter do Times que estava aconselhando Musk, embora ele tenha negado isso na época.

Com as acusações de Musk, os democratas da Câmara já começaram a se mobilizar para requisitar a divulgação imediata dos arquivos de Epstein. “Eu pedi a divulgação completa dos Arquivos de Epstein há um mês por causa da minha suspeita de que a Procuradora-Geral Pam Bondi estava ocultando os arquivos para proteger Donald Trump”, escreveu o deputado Dan Goldman, democrata de Nova York, no X. “Agora minha suspeita foi confirmada.”

As publicações de Musk são resultados de uma briga aberta entre ele e o presidente, que já o chamou de “first buddy”, nas redes sociais, que começou com críticas a um projeto de lei de cortes de impostos. Trump disse estar desapontado com seu ex-conselheiro pelas críticas, que respondeu chamando-o de ingrato. O republicano então escalou ameaçando cortar os contratos federais com as empresas de Musk.

As cerca de 200 páginas de documentos que Bondi divulgou em fevereiro continham poucas informações novas que apontassem para irregularidades cometidas por alguém que não fosse Epstein.

Musk não apresentou evidências para sua acusação. A Casa Branca ainda não se manifestou. 

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