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BRASIL

FIM DA ESCALA 6x1: Pesquisa aponta que apoio cresce e chega a 71%

A pesquisa Datafolha anterior apontava que a redução de jornada era apoiada por 64% dos brasileiros

Publicado em: 15/03/2026 às 13h:36 Última atualização: 15/03/2026 às 13h:36
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Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (14) indica que a maioria dos brasileiros apoia mudar o modelo de trabalho conhecido como escala 6×1 – em que o empregado trabalha seis dias seguidos e folga apenas um.

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O assunto está em discussão no Congresso e ganhou tração nas últimas semanas, impulsionado por manifestações de integrantes do governo e pela leitura de que a medida pode ter apelo eleitoral.

FIM DA ESCALA 6X1: Medida é boa ou ruim? Veja análise de economista sobre redução na jornada de trabalho

Manifestantes protestam contra a escala 6x1 | abc+



Manifestantes protestam contra a escala 6×1

Foto: Cadu Passos

Segundo a pesquisa, 71% defendem que o Brasil reduza o número máximo de dias trabalhados por semana, enquanto 27% são contrários. Outros 3% não responderam. O apoio cresceu em relação a um levantamento anterior, realizado em 12 e 13 de dezembro de 2024, quando 64% eram favoráveis e 33% se posicionavam contra.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios, entre 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%.

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A proposta em debate prevê substituir a escala 6×1 por uma jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, com cinco dias de trabalho e dois de descanso – modelo chamado de 5×2.

O tema é tratado como prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Em pronunciamento no Dia das Mulheres, Lula argumentou que a redução da jornada poderia beneficiar especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o emprego com tarefas domésticas.

Os dados do levantamento mostram que mulheres são, de fato, o grupo mais favorável à mudança: 77% apoiam a redução, ante 64% dos homens. Nesse recorte, a margem de erro é de três pontos porcentuais.

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Tema está avançando

A discussão política foi reforçada por declarações públicas de ministros, entre eles o titular da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Na Câmara, o tema começou a avançar: na última terça-feira (10), foi realizada uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater propostas de alteração do modelo. Uma eventual aprovação no colegiado é o primeiro passo para a tramitação.

A pesquisa também aponta diferenças conforme o regime de trabalho.

Entre os entrevistados que trabalham até cinco dias por semana (53%), 76% apoiam a mudança. Já entre os que trabalham seis ou sete dias (47%), o apoio cai para 68%.

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A análise do instituto associa essa diferença à presença maior de autônomos e empresários entre os que têm jornada semanal mais extensa, grupo que pode enxergar no trabalho adicional uma forma de elevar a renda. Entre quem trabalha menos dias, há maior participação de servidores públicos, cuja renda tende a ser menos sensível à duração da jornada.

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No recorte diário, 66% dizem trabalhar até 8 horas por dia, 28% entre 8 e 12 horas, e 5% mais de 12 horas (1% não soube responder).

Quando o questionamento se volta aos possíveis efeitos econômicos, o país aparece dividido sobre o impacto para as empresas: 39% avaliam que o fim da escala 6×1 traria efeitos positivos e 39% acreditam em efeitos negativos.

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Em dezembro, 42% apontavam impactos negativos, indicando leve mudança de percepção. Já sobre a economia em geral, 50% dizem que a alteração teria efeito ótimo ou bom, enquanto 24% projetam resultado ruim ou péssimo.

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