O primeira domingo de junho deve ganhar protagonismo no calendário oficial brasileiro. Com a publicação no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (8), a Lei 15.460/26 instituiu o Dia Nacional do Vinho, que passará a ser celebrado anualmente nessa data.
A norma é resultado de um processo legislativo iniciado há mais de duas décadas: o Projeto de Lei 3801/04, de autoria do deputado federal e pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta (PT-RS), que percorreu a Câmara dos Deputados e o Senado até chegar à sanção. A celebração deve ser mais expressiva no Rio grande do Sul que é líder em vinicultura no Brasil.

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A trajetória do vinho
A data comemorativa chega em um momento em que a vitivinicultura brasileira acumula resultados expressivos. A história do setor no país remonta a 1875, quando imigrantes italianos desembarcaram no Rio Grande do Sul e deram início à produção local.
Pimenta evocou essa origem ao defender a criação da data; “O Brasil, portanto, é um país jovem na elaboração de vinhos, comparado a outras tradicionais nações produtoras. Contudo, é evidente o interesse cada vez maior dos brasileiros pelo produto.”
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Embora a vitivinicultura esteja presente em diferentes regiões do território nacional, o Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção de vinhos e espumantes do país.
Recordes e reconhecimento internacional
Os números recentes revelam uma indústria em ascensão. Em 2022, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes atingiram o maior patamar já registrado: US$ 13,6 milhões, equivalentes a cerca de R$ 70 milhões, de acordo com o projeto Wines of Brazil, apoiado pela ApexBrasil.
Dois anos depois, em 2024, rótulos nacionais acumularam 776 premiações em concursos realizados em 11 países, conforme dados da Associação Brasileira de Enologia. O reconhecimento externo reforça a trajetória de um setor que, apesar dos pouco mais de 150 anos de história, disputa espaço com nações que produzem vinho há séculos.
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O que ainda está por ser visto é como a data oficial vai se consolidar na cultura do consumidor brasileiro; se o calendário ajudará a ampliar o mercado interno de um produto que, nas competições internacionais, já demonstrou competitividade.