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Nova Lei Seca? Beber e dirigir pode custar R$ 30 mil e 10 anos sem CNH se mudança for aprovada

Legislação mais severa para motoristas embriagados é discutida na Câmara dos Deputados

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Publicado em: 23/04/2026 às 09h:48 Última atualização: 23/04/2026 às 09h:48
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A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 3.574/2024, que endurece as punições da Lei Seca para motoristas embriagados envolvidos em acidentes graves.

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A proposta, de autoria do ex-deputado Gilvan Máximo, estabelece penalidades específicas para casos que resultem em morte ou invalidez permanente.

Proposta estabelece penalidades específicas para casos que resultem em morte ou invalidez permanente | abc+



Proposta estabelece penalidades específicas para casos que resultem em morte ou invalidez permanente

Foto: Agência Brasil

O texto define duas categorias de punição conforme a gravidade do acidente. Se a vítima morrer, o motorista receberá multa de cem vezes o valor da infração gravíssima. O direito de dirigir será suspenso por dez anos, conforme informações divulgadas pelo Estadão.

Quando o acidente causar invalidez permanente, a multa será de cinquenta vezes o valor da infração gravíssima. A suspensão da CNH será de cinco anos.

Valores e responsabilidades financeiras

O valor atual da multa por infração gravíssima é de R$ 293,47. Em acidentes com morte, o motorista responsável pagará R$ 29.347,00. A proposta prevê ainda indenização de até dez vezes o valor da multa gravíssima, podendo alcançar R$ 14.673,50.

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O motorista deverá arcar com as despesas médicas da vítima. Essa responsabilidade financeira adicional está prevista no texto do projeto.

Justificativa e tramitação

O documento oficial apresenta como justificativa o elevado número de acidentes envolvendo motoristas embriagados.

“O número de mortes nas ruas e rodovias no Brasil supera aqueles registrados nos recentes conflitos armados e pandemias. E a impressão que se tem é a de que isso não causa qualquer espanto aos governantes e à população em geral”, afirma o texto.

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A proposta aguarda parecer do deputado Marcos Tavares. Ele é o relator na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. O colegiado discutirá e votará o texto, que pode receber modificações.

Se aprovado na Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal. No Senado, passará por nova tramitação antes de eventual sanção ou veto presidencial.

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