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PRÉ-ELEIÇÕES

Racha no clã: Pesquisa Atlas revela impacto negativo na campanha de Flávio de vídeo onde Michelle diz ter sido humilhada

Para 64% dos eleitores, desentendimento prejudica a pré-campanha do senador à Presidência; gravação expôs forte divergência sobre suposta aliança com Ciro Gomes

Publicado em: 02/07/2026 às 08h:09 Última atualização: 02/07/2026 às 08h:16
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Cerca de 37,8% dos eleitores acham que o desentendimento entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfraquece muito a candidatura dele à Presidência. 

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É o que aponta a Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2). Outros 26,3% avaliam que ela prejudica um pouco.

Para outros 7,1%, o vídeo em que Michelle diz ter sido “humilhada” por Flávio fortalece muito a candidatura do senador ao Planalto. Outros 2,1% dizem que fortalece um pouco. Outros 22,4% avaliam que isso não afeta a pré-campanha e 4,4% não souberam responder.

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Sobre a proximidade dos dois com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 38,3% acham que Flávio é mais fiel às orientações políticas do ex-presidente. Os que acham que Michelle detém maior lealdade são 15,5%. Outros 30,9% acham que são os dois por igual e 15,3% não souberam responder.

A pesquisa

A Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

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De acordo com o levantamento, 78% dos eleitores tiveram acesso ao vídeo, enquanto 22% não tiveram acesso.

Entre os que assistiram ao vídeo, 38,3% dizem concordar mais com a posição de Michelle, enquanto 20,6% estão ao lado de Flávio. Outros 21,4% dizem concordar com os dois em parte e outros 19,6% não souberam responder.

Para 28,9%, o apoio de Michelle para a campanha de Flávio é “muito importante”. Outros 26,5% julgam como “importante”, 16,3% como “pouco importante” e 11,7% como “nada importante”. Outros 16,6% não souberam responder.

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No vídeo, publicado no dia 24 de junho, Michelle diz também que Flávio foi “grosseiro” e “desrespeitoso” com ela. Os que dizem acreditar nela são 59,6%, enquanto 29,3% desacreditam. Outros 11,3% não souberam responder.

Em outro momento da gravação, Michelle afirma que se opõe ao apoio de Flávio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, preferindo a escolha do senador Eduardo Girão (Novo). Os eleitores que concordam com Flávio são 53,8%, enquanto 36,7% estão do lado de Michelle. Outros 9,5% não souberam responder.

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Os que dizem concordar com a decisão de Michelle em publicar o vídeo são 51%, enquanto 35,1% discordam. Não souberam responder 13,7%.

Para 38,6%, Michelle publicou o vídeo devido a um possível desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio, outros 28,5% acham que foi apenas expor divergências políticas e pessoais e 22,3% acreditam que isso se deu porque ela gostaria de aumentar o seu poder político no partido. Outros 10,7% não souberam responder.

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Sucessão de Bolsonaro

Entre Flávio e Michelle Bolsonaro, 81,9% dos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022 preferem que o senador seja o candidato do bolsonarismo à Presidência da República. Os que acham que deveria ser a ex-primeira-dama são 14,7%.

A AtlasIntel também perguntou aos eleitores de direita qual o melhor nome para suceder politicamente Bolsonaro e liderar a direita. Flávio tem 43,2% e é seguido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com 18,4%, pelo empresário Renan Santos (Missão), com 14,5%, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 8,6%, e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), com 4,5%. Michelle Bolsonaro, por sua vez, aparece com 3,9%.

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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,5% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) possui 1,4%. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) surge com 0,4%. Outros 1,6% citaram outro nome.

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