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SAÚDE EM RISCO

As cobras mais perigosas do Brasil: Quais serpentes você deve temer?

Mais de 405 espécies de serpentes vivem no País, mas menos de 5 são responsáveis pelo maior número de acidentes

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Publicado em: 06/03/2025 às 14h:18 Última atualização: 06/03/2025 às 14h:19
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Com as altas temperaturas, animais peçonhentos tendem a aparecer em locais indesejáveis. Nos últimos dias, cobras de diversos tipos e tamanhos deram sustos na Região Sul do Brasil, castigada por uma longa onda de calor.

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E o número total de espécies chega a impressionar ainda mais que suas aparições: conforme o Instituto Butantan, o Brasil possui 405 espécies de serpentes. Entretanto, o Ministério da Saúde salienta que apenas quatro cobras são de importância médica.

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Veja abaixo quais espécies com as quais é preciso se preocupar:

Mais perigosa x mais peçonhenta

São identificadas como as mais perigosas, as cobras com maior importância médica, o que não significa necessariamente que são as mais peçonhenta do País. Na verdade, isso indica apenas quais estão envolvidas no maior número de acidentes.

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As cobras mais perigosas do Brasil

Jararaca

Jararaca  | abc+



Jararaca

Foto: Márcio Cabral/ Divulgação

As jararacas são responsáveis pelo maior número de acidentes com serpentes no Brasil, totalizando cerca 70% dos casos. Estas cobras são da família Viperidae, as famosas víboras.

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Cascavel

Cascavel | abc+



Cascavel

Foto: Portal do Butantan/Reprodução

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Já as cascavéis estão relacionadas a 9% dos casos de acidentes. Ainda da família Viperidae, são identificadas pelo guizo, chocalho ou maracá na cauda. Estão amplamente distribuídas em cerrados, regiões áridas e semiáridas, campos e áreas abertas.

Surucucu pico-de-jaca

Surucucu | abc+



Surucucu

Foto: Portal do Butantan/Reprodução

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Também da família Viperidae, as surucucus pico-de-jaca (Lachesis muta) são responsáveis por 1,5% dos casos no Brasil. Ela é a maior serpente peçonhenta do País, vive na floresta Amazônica, mas pode ser encontrada em outras partes do território brasileiro.

Coral-verdadeira

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Coral-verdadeira (Micrurus altirostris) | abc+



Coral-verdadeira (Micrurus altirostris)

Foto: CIT/RS/Reprodução

Menos de 1% dos acidentes com cobras em todo o País envolvem as corais-verdadeiras. Da família Elapidae, elas estão espalhadas pelo Brasil em várias espécies que apresentam um padrão com anéis coloridos.

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No RS

Somente em 2025, mais de 300 ataques por serpentes aconteceram no Rio Grande do Sul, conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado (SES). De 2023 até fevereiro de 2024, 2.400 pessoas foram atacadas por cobras peçonhentas no RS. As que mais estão envolvidas em casos são a jararaca e a cascavel.

O que fazer se for picado por uma cobra?

Caso um acidente aconteça envolvendo uma picada de cobra, o principal é manter a calma, realizar os primeiros socorros e ir ao hospital o mais rápido possível.

Os primeiros socorros são:

  • Lavar a região da picada com água e sabão
  • Manter o local em posição confortável

O que não fazer se for picado por uma cobra

A picada jamais deve ser cortada, furada e amarrada com torniquetes ou outros. Além disso, o local não deve ser exposto a substâncias como urina, borra de café, vinagre, álcool, entre outros. “Essas medidas só agravam a situação, muitas vezes tornando um acidente leve em um difícil tratamento”, afirma o Ministério da Saúde.

O órgão ainda alerta que não há necessidade e nem é recomendado tentar capturar a cobra, apesar do soro antiofídico ser específico para cada um dos quatro grupos de serpentes.

O indicado é apenas tirar uma foto do animal. Se não conseguir, um médico treinado reconhecerá qual antídoto administrar, se for o caso, pelos sintomas.

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