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CUIDADO

ESPOROTRICOSE: Tratamento é oferecido gratuitamente em cidades da região

Medidas de prevenção e fornecimento do medicamento vem sendo intensificado nos municípios

Publicado em: 14/10/2025 às 12h:02 Última atualização: 14/10/2025 às 12h:03
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Casos de esporotricose exigem atenção da população e médicos veterinários. Por isso, cidades da região estão intensificando as medidas de prevenção e tratamento da doença. É o caso de Novo Hamburgo, que possui medicação antifúngica específica para o caso.

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Tratamento de esporotricose é oferecido gratuitamente em cidades da região

Foto: Freepik

A disponibilização gratuita é voltada para animais em situação de rua que vivem em colônias, de responsabilidade de ONGs, protetores independentes e de tutela de pessoas em vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico.

O medicamento utilizado tanto no tratamento de animais quanto de seres humanos é o itraconazol. O remédio é fornecido, de modo fracionado, a um responsável pelo tratamento do animal, após diagnóstico veterinário. A distribuição da medicação integra o Programa Municipal de Combate à Esporotricose. Mais de 120 animais já foram tratados até o dia 19 de setembro.

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Ações

A Prefeitura de Estância Velha iniciou no mês passado a distribuição do medicamento itraconazol para tutores de baixa renda e para pessoas voluntárias que se disponibilizaram a cuidar dos animais em situação de rua. Caso o morador da cidade precise de atendimento para avaliação, o indicado é entrar em contato com o Bem-Estar Animal pelo número (51) 99673- 8654.

Em Campo Bom, o tratamento é disponibilizado gratuitamente por 10 dias para os animais que têm tutores. Para os animais de rua que estão com protetores em lar temporário, o tratamento e acompanhamento gratuito é fornecido por 6 meses. Os atendimentos são realizados mediante solicitação via protocolo, que pode ser feito pelo link ou diretamente no térreo do Centro Administrativo Municipal.

Dois Irmãos presta apoio no tratamento da esporotricose e mantém um fluxo de atendimento para casos suspeitos em animais. Em relação aos gatos de rua ou sem tutor, a Vigilância Ambiental faz o recolhimento e encaminha o animal para avaliação com uma clínica veterinária contratada pelo município.

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O profissional realiza o exame para confirmação da doença. Quando o diagnóstico é positivo e o animal não possui condições de tratamento, é realizada a eutanásia humanitária, seguindo as orientações técnicas e com os custos cobertos pelo município. Quando o animal possui um tutor responsável, o tratamento é de responsabilidade do mesmo.

O antifúngico, comumente utilizado no tratamento, é fornecido pela farmácia municipal somente para esporotricose humana, mediante receita médica.

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Por fim, em Ivoti, é fornecido o medicamento itraconazol para o tratamento de usuários que consultam pelo SUS. Caso se faça necessário uma biópsia para avaliação laboratorial, esta é realizada no município e encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública para análise. A pessoa deve buscar atendimento na unidade de saúde de referência do seu domicílio para avaliação médica do caso e, conforme for necessário, buscar a vigilância epidemiológica com a receita e a cópia de notificação.

O que é a esporotricose

Segundo a médica veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária da Feevale, Vanessa Feder, a esporotricose é uma doença fúngica de caráter zoonótico, que pessoas e animais compartilham o mesmo patógeno. Os sintomas são lesões na pele que podem variar com o aspecto de feridas abertas ou nódulos que podem ulcerar, informa Vanessa.

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Segundo a profissional, o tratamento padrão baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos via oral e o tempo de tratamento varia conforme a imunidade do paciente, número de lesões e gravidade destas. “Por se tratar de uma zoonose, a transmissão ocorre tanto entre animais para humanos e vice-versa. Pessoas devem usar utensílios de proteção no manejo de terra e jardinagem, como luvas, e lavagem das mãos continua sendo um hábito universal de controle de infecções”, explica.

Ela ressalta que animais mantidos domiciliados sem acesso à rua reduzem o risco de contaminação e disseminação do patógeno. “É importante esclarecer que o gato não é o transmissor mas sim suscetível à contaminação devido ao hábito de alguns tutores não mantê-los domiciliados e predispondo ao risco de exposição ambiental ao fungo”, declara.

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