A descoberta de uma série de abusos cometidos dentro de uma residência em Gravataí, na região metropolitana, resultou na prisão de uma técnica em enfermagem de 51 anos na noite desta quarta-feira (8).
A mulher, que atuava como cuidadora de dois bebês de oito meses, é investigada por suspeita de maus-tratos. Além de agressões físicas e xingamentos, ela teria dopado as crianças para facilitar sua rotina de trabalho.

Foto: Polícia Civil
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
O vínculo profissional entre a família e a técnica teve início em setembro do ano passado, conforme a Polícia Civil. No entanto, o que parecia uma contratação de confiança tornou-se motivo de preocupação quando os pais começaram a observar mudanças nítidas no comportamento dos filhos.
Alerta e câmeras
O sinal de alerta surgiu nos momentos de folga da funcionária: durante os finais de semana, os bebês apresentavam uma agitação fora do comum e extrema irritabilidade, contrastando com o comportamento que ocorria durante a semana.
LEIA TAMBÉM: Suspeito de matar a mãe no pátio de casa em Viamão é indiciado por feminicídio
A suspeita de que algo estaria errado no ambiente doméstico levou os pais a checarem o sistema de monitoramento câmeras da casa.
As gravações revelaram uma realidade violenta que ia além da negligência. Nas imagens, a profissional foi flagrada agredindo fisicamente os bebês e proferindo xingamentos. O material também registrou o momento em que a cuidadora administrava substâncias para sedar os bebês, garantindo que eles dormissem durante o expediente.
Com as provas em mãos, a família procurou a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Gravataí na última terça-feira (7).
Diante da contundência das imagens apresentadas, a delegada Amanda Andrade solicitou a prisão preventiva da técnica, medida que foi autorizada pela Justiça e cumprida na noite seguinte.
“Brincadeira” de mau gosto? Justiça condena empresa gaúcha por gordofobia contra funcionário
Conforme a delegada, as imagens de todo o período estão sendo analisadas, mas até o momento se percebe o comportamento dela há pelo menos três meses. Ela também aponta que, pelas imagens, o uso de substâncias para dopar os bebês também era frequente. O exame toxicológico deve indicar qual substância era utilizada.
A mulher foi encaminhada ao sistema prisional. O nome dela não foi divulgado.