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"Assim tu tá ajudando a facção e ninguém vai mexer mais com vocês": Mensagens interceptadas pela Polícia revelam nível das ameaças sofridas por empresário do Vale do Sinos

Três alvos da investigação foram presos nesta sexta-feira nos bairros Canudos e Santo Afonso, em Novo Hamburgo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 24/10/2025 às 13h:29
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Mensagens interceptadas pela Polícia Civil revelam o nível de pressão e as ameaças que uma quadrilha vinha impondo a um empresário do Vale do Sinos até culminar com disparos contra a fachada da empresa.

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Nesta sexta-feira (24), uma operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do grupo.

Mensagens interceptadas pela Polícia foram enviadas pelos criminosos a empresário de Campo Bom | abc+



Mensagens interceptadas pela Polícia foram enviadas pelos criminosos a empresário de Campo Bom

Foto: Reprodução

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As conversas, obtidas pela investigação, mostram uma sequência de recados com tom tirano, prazos e intimidações explícitas.

Em uma das mensagens, os suspeitos insistem que o empresário confirme se irá ceder à chantagem, deixando subentendida a possibilidade de represália. “Recado está dado. Tá nas tuas mãos. Tem até sexta-feira. Sabemos de tudo”.

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O tom evolui e criminosos dão ultimato: “Tu tem até as 15h20, depois não queremos mais assunto”. Em outra sequência de mensagens, um dos integrantes do bando demonstra ter noção do faturamento da empresa, sugerindo que os R$ 300 mil que estavam sendo cobrados era um valor irrisório.

“Tu sabe muito bem que isso que os guris tão pedindo não dá nem 1% do que tu ganha. Assim tu tá ajudando a facção e ninguém vai mexer mais com vocês aí”, escreveu.

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Além disso, os criminosos também mandaram recados citando locais e pessoas como forma de intimidação. “Avisa o [nome omitido] que se nós ‘pegar’ ele em Canudos, vai pro aço (tiros)”, diz a mensagem.

Principais alvos foram presos hoje

De acordo com a Draco de São Leopoldo, responsável pela investigação, essas conversas foram decisivas para comprovar a extorsão que tinha como exigência inicial R$ 300 mil, além do pedido de pagamentos mensais na casa dos R$ 5 mil.

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O caso ganhou ainda mais peso quando, na noite de 1º de outubro, um dos investigados deu tiros contra a fachada da empresa da vítima, em Campo Bom. O ataque foi registrado por câmeras de segurança e integrou os elementos que embasaram as medidas judiciais desta sexta.



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Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de bloqueios judiciais de bens e valores vinculados ao grupo. Os três alvos foram capturados, sendo dois no bairro Canudos e um na Santo Afonso, em Novo Hamburgo.

Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Junior, o objetivo da operação é coibir o financiamento do crime organizado por meio de extorsões e desarticular o esquema que vinha amedrontando empresários na região.

A polícia ressalta que a cooperação das vítimas, aliada à análise das mensagens e das imagens de câmeras de segurança, foi fundamental para chegar aos suspeitos e para embasar as medidas judiciais cumpridas hoje.

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