Uma nova busca pelos corpos dos três integrantes da família Aguiar é feita nesta sexta-feira (13). A ação, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, conta com a ajuda de cães farejadores.
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, estão desaparecidos há mais de 40 dias e a suspeita é que estejam mortos.

Foto: REPRODUÇÃO
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O trabalho das equipes nesta sexta-feira é concentrado na Vila Anair, em Cachoeirinha, e em uma área rural, no interior de Gravataí, apontada aos investigadores por meio de denúncias.
A Polícia Civil já havia feito três buscas anteriores: uma em uma área de matagal no limite de Cachoeirinha, outra na propriedade dos Aguiar e mais uma em um sítio pertencente a um PM.
Ex-marido de Silvana, com quem teve um filho, o soldado de 39 anos permanece preso temporariamente, desde o dia 26 de fevereiro, como o único suspeito de envolvimento nos desaparecimentos. A polícia trabalha com a hipótese de feminicídio seguido de duplo homicídio cometido contra o casal de idosos. Não está descartada a hipótese de que o suspeito recebeu ajuda.
“Por enquanto, ele é nosso único suspeito, mas é claro que não podemos descartar a hipótese de que tenha recebido ajuda para se livrar dos corpos”, disse o delegado Anderson Spier.
Entenda o caso
Foi no dia 24 de janeiro que Silvana Germann de Aguiar teria sido vista pela última vez, já que supostamente saiu de casa para encontrar um amigo em direção à cidade de Gramado.
Os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após saírem de casa para procurar a filha.
Uma publicação por meio de uma rede social de Silvana é considerada crucial para a investigação, segundo a Polícia Civil. Ainda no dia 24 de janeiro, foi publicado que ela havia sofrido um acidente de trânsito quando retornava de Gramado, mas que estava “bem”.
A polícia já tem a confirmação de que o aparelho celular de Silvana foi manuseado por outra pessoa após o desaparecimento.
“Acreditamos que aquela postagem tenha sido uma ‘cortina de fumaça’ para que a polícia e a família não se preocupassem com ela e que a investigação não se aprofundasse no caso”, explica o delegado Anderson Spier.