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Segurança

Canoas está mais segura, apontam os números do Estado, mas a violência contra a mulher preocupa

Secretaria Estadual de Segurança divulgou indicadores criminais na quinta-feira (16)

Publicado em: 18/01/2026 às 09h:01 Última atualização: 19/01/2026 às 14h:46
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A Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou, na quinta-feira (15), os números computados pelo Estado a respeito da violência no Rio Grande do Sul ao longo do ano de 2025.

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Como havia sido adiantado pelo DC, no que acabou classificado pelo Estado como “o ano mais seguro da história do RS”, Canoas ganhou destaque, ao se tornar uma cidade “segura” perante a Organização das Nações Unidas (ONU).

Integração entre Brigada Militar e Polícia Civil é destacada pelo Estado como preponderante para a segurança no RS | abc+



Integração entre Brigada Militar e Polícia Civil é destacada pelo Estado como preponderante para a segurança no RS

Foto: REPRODUÇÃO

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Nos crimes contra a vida, a redução foi de 52%. Canoas saltou de 63 homicídios cometidos em 2024 para 30 crimes em 2025, número considerável “aceitável” pela ONU para cidade com população acima dos 300 mil habitantes.

Quanto aos crimes patrimoniais, os furtos e os temidos roubos a veículos, quando há ameaça à vida, também mostraram redução, com os números mais baixos já vistos por Canoas na última década.

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Os furtos tiveram redução de 9%, caindo de 311 crimes em 2024 para 283 no ano passado. Com igual redução de 9%, os roubos observaram queda de 153 ocorrências em 2024 para 139 ao longo de 2025.

Aumento

Embora não estejam inseridos em um contexto de grave ameaça ou risco à vida, os crimes de estelionato voltaram a apresentar um aumento significativo no comparativo a 2024, conforme apontamento do Estado.

O acréscimo de 5% pode, à primeira vista, não parecer grande, mas é significativo, já que Canoas saltou de 3.897 crimes para 4.018 ocorrências registradas nos últimos 12 meses.

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Em média, são 341 crimes por mês, no mínimo 11 por dia, o que deixa novamente as autoridades em alerta para os golpes cometidos por meio virtual por quadrilhas especializadas espalhadas pelo país.

Violência doméstica

Os números do Estado destacaram que os feminicídios tiveram aumento de 10%, passando de 73 mortes de mulheres por questão de gênero em 2024, para 80 ocorrências em 2025, representando um novo desafio às polícias.

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Em Canoas, houve um feminicídio em 2025. Um crime a menos que em 2024. Quanto às tentativas de feminicídio, há um empate de oito crimes cometidos contra mulheres.

Já as ameaças aumentaram 14%. Foram 1.032 casos surgidos no ano passado contra os 905 em 2024. Em menor número, as agressões subiram 5%, com o surgimento de 609 crimes em comparação com os 579 de 2024.

Foram 30 dias sem nenhum roubo

Comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Canoas, o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves ressalta que Canoas garantiu um patamar histórico, sendo importante manter a vigilância reforçada a partir de agora.

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“A redução apontada neste ano se dá em cima de uma expressiva redução que já havíamos garantido ao longo de 2024”, observa. “Estamos pensando em ações de inteligência e maior visibilidade, mas é preciso entender que não há como extinguir o crime em Canoas.”

Conforme o oficial, será possível a manutenção do atual patamar da criminalidade por meio de ações objetivas, mas não há mágica, cabendo aos Policiais Militares continuar desempenhando a função de abordar e prender criminosos.

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“Imagine que houve um mês em que houve somente quatro roubos de veículos durante 30 dias”, destaca. “Para uma cidade que costumava somar mais de 100 crimes por mês, isso é um avanço imenso e queremos manter este patamar, mas não há mágica. Dependemos do empenho dos Policiais Militares para abordar e prender. Por trás dos números, está o empenho de homens e mulheres agindo em Canoas.”

Crimes que podem acabar em morte

Respondendo interinamente pela chefia da Polícia Civil em Canoas, o delegado Gustavo Bermudes explica que a atual gestão destacou para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) as ocorrências envolvendo furtos e roubos de veículos.

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A partir desta estratégia, houve um reforço nas ações especializadas, identificando quadrilhas e criminosos responsáveis pelos crimes. Como resultado, houve uma visível redução dos crimes nos últimos dois anos.

“Por envolver uma grave ameaça, o roubo é um crime que merece atenção, porque basta um simples detalhe para acabar em morte”, adverte. “Há atenção especial aos crimes e a criminosos envolvidos.”

O delegado também destaca o diálogo e a parceria com o comando da Brigada Militar, que auxilia nas investigações – por meio da troca de informações – e as consequentes operações para tirar de circulação os criminosos.

“Troca de informações entre a Polícia Civil e a Brigada Militar hoje é constante e essa integração garante bons resultados durante a apuração e posteriormente em ações planejadas para extinguir ações criminosas.”

Homicídios

Titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, a delegada Graziela Zinelli aponta ser gratificante que, além dos números, foi possível devolver a sensação de segurança para a população.

“Mais do que qualquer número, as pessoas terem esse sentimento de que as vidas não estão sendo perdidas a qualquer momento dá uma satisfação muito grande”, observa. “Acho que chegar a este patamar é um marco para a segurança da cidade.”

Maria da Penha

O 2025 marcou a mudança da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas da Rua Humaitá 1.130, no bairro Nossa Senhora das Graças, para a Central de Polícia de Canoas, na Avenida Dr. Sezefredo Azambuja Vieira 2730, bairro Marechal Rondon.

A mudança garantiu celeridade no atendimento às vítimas. Se antes era preciso o deslocamento entre bairros, agora basta um lance de escadas para que policiais especializadas prestem atendimento às mulheres que procuram ajuda.

O ano que passou garantiu novo recorde de prisões de agressores, com especial atenção às ocorrências de ameaças ligadas às vítimas que pediram Medidas Protetivas de Urgência (MPU), que, segundo a delegada Angélia Giovanella Marques, cresceram nos últimos meses.

“Mesmo sob a proteção do Estado, muitas vítimas se viram cercadas e precisamos agir rápido para garantir prisões. Eles parecem não entender que uma ameaça é uma violência psicológica e mesmo aqueles monitorados, seguem cercando as vítimas”, lamenta.

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