Principal suspeito de matar, esquartejar e esconder o corpo de Brasília Costa, de 65 anos, em diversos pontos de Porto Alegre, o publicitário Ricardo Jardim, 66, foi indiciado pela Polícia Civil por sete crimes, entre eles feminicídio, ocultação de cadáver e falsificação de documentos. A pena máxima pode chegar a quase 99 anos de prisão.
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Foto: Divulgação/Polícia Civil
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O crime foi descoberto quando funcionários da rodoviária de Porto Alegre, incomodados com o mau cheiro de uma mala, deixada no dia 20 de agosto, decidiram abrir a bagagem no dia 1º de setembro.
A parte do tórax de Bia escancarou uma brutalidade, já que partes da vítima já tinha sido achadas em uma sacola no bairro Santo Antônio. Uma análise de DNA confirmou a identificação e não demorou muito para que o publicitário fosse preso, identificado por câmeras de monitoramento do entorno da rodoviária.
Foragido após ser condenado pelo assassinato da mãe, Vilma Jardim, 76, – morta e concretada na parede de um apartamento no bairro Mont’Serrat em 2015 –, ele foi localizado no dia 4 de setembro, onde segue até então.
No fim de semana após a prisão, a Polícia encontrou partes das pernas de Bia em diferentes pontos da orla do Guaíba.
Na sequência, começaram as buscas pelo crânio. Equipes se deslocaram a um aterro sanitário de Minas do Leão, já que, segundo o suspeito, a cabeça foi colocada em uma lixeira na Usina do Gasômetro. No entanto, a cabeça ainda não foi localizada.
Os indiciamentos contra Ricardo Jardim
- feminicídio;
- ocultação de cadáver;
- falsificação de documento público;
- uso de documento falso;
- falsa identidade;
- invasão de dispositivo informático;
- furto mediante fraude.
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