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"Chão, chão, chão, deita logo": Vídeo mostra ação de falsos policiais civis que sequestraram e mataram empresário carbonizado

Imagens mostram a abordagem dos criminosos que renderam Diego Brito da Silva dentro da própria empresa antes de executá-lo e carbonizar seu corpo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 11/03/2025 às 11h:21 Última atualização: 11/03/2025 às 11h:22
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Imagens de câmeras de segurança obtidas com exclusividade por ABCmais revelam detalhes do sequestro que culminou no assassinato do empresário Diego Brito da Silva, de 32 anos, ocorrido em 5 de fevereiro, em São Leopoldo.

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Momento em que criminosos saem com empresário já algemado | abc+



Momento em que criminosos saem com empresário já algemado

Foto: Câmeras de monitoramento

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As gravações mostram o momento em que criminosos, vestidos como policiais civis, chegam à empresa da vítima, no bairro Campina, e o levam algemado, simulando uma prisão em uma falsa operação policial.

A ação foi rápida, durando cerca de três minutos. Às 10h34, um Nissan Sentra branco, com placas clonadas e registro de roubo desde novembro de 2024, estaciona em frente à sede da Elitte Stands, na Rua Jacob Blauth Netto.

Três homens descem do veículo, dois deles encapuzados com balaclavas para ocultar o rosto. O terceiro criminoso usa apenas uma touca, deixando parte do rosto visível. Um quarto integrante do grupo permanece dentro do Sentra, manobrando o carro em frente ao portão da empresa.

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Às 10h37, os criminosos saem do local levando o empresário, que é colocado no banco traseiro do veículo, posicionado entre dois dos sequestradores. Outro criminoso assume o banco do carona ao lado do motorista.

Com os pés amarrados com arame e algemado, Diego Brito da Silva é levado em direção à BR-116. Cerca de três quilômetros adiante, já no bairro São Miguel, o empresário é executado a tiros em um beco da Avenida Thomas Edison. Em seguida, os criminosos incendiaram o carro, carbonizando o corpo da vítima junto com o veículo.

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“Polícia Civil… chão, chão, chão, deita logo”

As imagens mostram o momento exato em que os criminosos invadem a empresa, onde o empresário estava acompanhado de três funcionários e um amigo. Assim que entram no local, os sequestradores se identificam falsamente como policiais civis e anunciam que estão realizando uma operação.

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Durante a abordagem, eles ordenam que os funcionários entreguem seus celulares e evitem olhar em sua direção. As vítimas são obrigadas a deitar no chão enquanto Diego Brito da Silva é algemado e retirado do prédio. A suspeita é de que os criminosos pretendiam levá-lo no próprio carro, mas não localizaram a chave do veículo.

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A imagem também revela a frieza dos sequestradores, que agem com tranquilidade e sem levantar suspeitas. Um deles chega a cumprimentar uma pessoa que estava na oficina ao lado, que observava a movimentação sem desconfiar do que acontecia.

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Enquanto isso, outro criminoso retorna ao interior da empresa para garantir que as testemunhas permaneciam no chão. “Todo mundo no chão. Polícia Civil aqui, gurizada. Tá tudo dominado, é só uma operação”, disse o homem aos funcionários e ao amigo de Silva. 

Câmera de segurança grava o momento em que empresário de São Leopoldo é raptado por falsos policiais

 

Mãe pede justiça e cobra respostas

Diego Brito da Silva atuava no setor de montagem de feiras e eventos e, há cerca de um ano, havia fundado sua própria empresa. O empresário era casado e pai de dois filhos: uma menina de 2 anos e um menino de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior. O menino mora com a mãe em Santa Catarina.

Até o momento, a Polícia Civil não identificou os responsáveis pelo crime nem o mandante da execução. Mais de um mês após o ocorrido, a mãe da vítima, Terezinha Brito, de 59 anos, segue aguardando respostas e exigindo justiça.

“Meu filho era trabalhador, ajudava muitas pessoas e foi morto de forma cruel. Quero todos presos, julgados e condenados”, desabafa.

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