Imagens de câmeras de segurança obtidas com exclusividade por ABCmais revelam detalhes do sequestro que culminou no assassinato do empresário Diego Brito da Silva, de 32 anos, ocorrido em 5 de fevereiro, em São Leopoldo.

Foto: Câmeras de monitoramento
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As gravações mostram o momento em que criminosos, vestidos como policiais civis, chegam à empresa da vítima, no bairro Campina, e o levam algemado, simulando uma prisão em uma falsa operação policial.
A ação foi rápida, durando cerca de três minutos. Às 10h34, um Nissan Sentra branco, com placas clonadas e registro de roubo desde novembro de 2024, estaciona em frente à sede da Elitte Stands, na Rua Jacob Blauth Netto.
Três homens descem do veículo, dois deles encapuzados com balaclavas para ocultar o rosto. O terceiro criminoso usa apenas uma touca, deixando parte do rosto visível. Um quarto integrante do grupo permanece dentro do Sentra, manobrando o carro em frente ao portão da empresa.
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Às 10h37, os criminosos saem do local levando o empresário, que é colocado no banco traseiro do veículo, posicionado entre dois dos sequestradores. Outro criminoso assume o banco do carona ao lado do motorista.
Com os pés amarrados com arame e algemado, Diego Brito da Silva é levado em direção à BR-116. Cerca de três quilômetros adiante, já no bairro São Miguel, o empresário é executado a tiros em um beco da Avenida Thomas Edison. Em seguida, os criminosos incendiaram o carro, carbonizando o corpo da vítima junto com o veículo.
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“Polícia Civil… chão, chão, chão, deita logo”
As imagens mostram o momento exato em que os criminosos invadem a empresa, onde o empresário estava acompanhado de três funcionários e um amigo. Assim que entram no local, os sequestradores se identificam falsamente como policiais civis e anunciam que estão realizando uma operação.
Durante a abordagem, eles ordenam que os funcionários entreguem seus celulares e evitem olhar em sua direção. As vítimas são obrigadas a deitar no chão enquanto Diego Brito da Silva é algemado e retirado do prédio. A suspeita é de que os criminosos pretendiam levá-lo no próprio carro, mas não localizaram a chave do veículo.
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A imagem também revela a frieza dos sequestradores, que agem com tranquilidade e sem levantar suspeitas. Um deles chega a cumprimentar uma pessoa que estava na oficina ao lado, que observava a movimentação sem desconfiar do que acontecia.
Enquanto isso, outro criminoso retorna ao interior da empresa para garantir que as testemunhas permaneciam no chão. “Todo mundo no chão. Polícia Civil aqui, gurizada. Tá tudo dominado, é só uma operação”, disse o homem aos funcionários e ao amigo de Silva.
Mãe pede justiça e cobra respostas
Diego Brito da Silva atuava no setor de montagem de feiras e eventos e, há cerca de um ano, havia fundado sua própria empresa. O empresário era casado e pai de dois filhos: uma menina de 2 anos e um menino de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior. O menino mora com a mãe em Santa Catarina.
Até o momento, a Polícia Civil não identificou os responsáveis pelo crime nem o mandante da execução. Mais de um mês após o ocorrido, a mãe da vítima, Terezinha Brito, de 59 anos, segue aguardando respostas e exigindo justiça.
“Meu filho era trabalhador, ajudava muitas pessoas e foi morto de forma cruel. Quero todos presos, julgados e condenados”, desabafa.