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CRIME NA DELEGACIA

Delegado denunciado por assédio contra duas estagiárias opta pelo silêncio

Policial é investigado pela Corregedoria. Ele está de licença e já pediu transferência para outra cidade

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 11/07/2025 às 18h:16 Última atualização: 11/07/2025 às 18h:16
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O delegado da Polícia Civil denunciado por duas estagiárias de uma delegacia do Vale do Sinos por assédio optou pelo silêncio diante das acusações.

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Corregedoria da Polícia Civil investiga delegado por assédio | abc+



Corregedoria da Polícia Civil investiga delegado por assédio

Foto: Arquivo/GES

Na tarde desta sexta-feira (11), ao ser procurado pela reportagem do Grupo Sinos, o delegado informou que não irá se manifestar publicamente sobre os casos e que só falará oficialmente quando for interrogado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

“Somente [vou falar] nos autos dos procedimentos, manifestação só da PC, via assessoria”, respondeu.

O policial está afastado das funções desde a semana passada, após o início das movimentações internas da Corregedoria.

Ele entrou em licença-prêmio, que é um afastamento remunerado garantido a servidores públicos com tempo de serviço, e também solicitou transferência para outra cidade. A realocação deve ocorrer assim que o período de licença for encerrado.

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As denúncias contra o delegado foram reveladas com exclusividade pelo ABCmais nesta semana.

A primeira foi feita por uma estagiária de 25 anos, que relatou ter sofrido assédio dentro do gabinete do delegado, no dia 23 de abril. Ela registrou o caso cerca de um mês depois, após refletir sobre o impacto do episódio. O caso foi divulgado na última terça-feira (8).

No mesmo dia da publicação da primeira denúncia, uma segunda estagiária, de 18 anos, procurou a Corregedoria da Polícia Civil para relatar que também foi alvo de investidas por parte do mesmo delegado.

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Os episódios envolvendo a jovem mais nova teriam ocorrido entre março e maio deste ano, segundo ela mesma confirmou à reportagem.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil confirma o recebimento de somente uma denúncia, que está tramitando em sigilo. Para preservar a identidade das vítimas, o Grupo Sinos não divulga o nome do delegado e nem qual a delegacia envolvida.

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