O dono de um centro de desmanche credenciado pelo Detran, localizado às margens da RS-122, em São Sebastião do Caí, foi preso nesta quinta-feira (13) em uma nova ofensiva da Polícia Civil contra uma quadrilha especializada em furtos e roubos de caminhões no Estado. [Veja o vídeo ao final desta reportagem].
A ação integra mais uma fase da Operação Carga Pesada, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo.

Foto: Polícia Civil/Reprodução
O empresário, preso no município de Portão, é apontado como o líder do esquema criminoso, responsável pela negociação irregular de peças e motores de caminhões, especialmente em transações sem nota fiscal.
Durante as investigações, ele foi flagrado combinando depoimentos com comparsas para tentar confundir os investigadores e dificultar o avanço das apurações.
Esse mesmo homem já havia sido alvo de uma operação da Draco no mês de junho, quando o centro de desmanche de sua propriedade foi interditado cautelarmente pela Corregedoria do Detran, após a constatação de irregularidades no local.
Na ocasião, agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do empresário, em Portão, onde foi apreendido um Mustang avaliado em cerca de R$ 600 mil.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura articulada para comprar, adulterar e revender caminhões furtados e roubados.
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Documentos de leilão eram usados para esquentar caminhões
Além do dono do desmanche, outras três pessoas foram presas preventivamente nesta nova fase da operação. Entre elas o proprietário de uma oficina mecânica que adulterava os sinais identificadores dos veículos e intermediava negociações ilícitas. Esse homem foi preso em São Leopoldo.
Também foram presos um homem que atuava como comprador de caminhões furtados e uma mulher responsável por realizar transações financeiras e pagamentos via PIX para a confecção de placas adulteradas.
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O receptador foi capturado em Portão e a mulher, em São Leopoldo.
As investigações apontam que o líder do grupo chegou a fornecer veículos adulterados com documentação falsa de leilão, operando um esquema que envolvia receptação qualificada, falsidade documental e associação criminosa.
Os quatro presos foram encaminhados ao sistema prisional e serão indiciados por associação criminosa, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e falsidade documental.