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PRISCILA DINIZ

"Está evidente a participação dele": Caso da comerciante morta a mando da sogra tem novidade

Ataque contra Priscila Diniz está próximo de completar um ano; relembre o caso

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 26/09/2025 às 11h:51 Última atualização: 26/09/2025 às 13h:12
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Um dos envolvidos na morte da comerciante Priscila Morgana Alves Diniz, de 34 anos, foi novamente preso após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A informação foi confirmada nesta sexta-feira (26) por advogados que atuam no processo.

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Priscila Diniz | abc+



Priscila Diniz

Foto: Reprodução

Éderson Evandro Scheffel, acusado de pilotar a motocicleta utilizada no crime, estava respondendo ao processo em liberdade, mas teve a prisão preventiva decretada no fim de agosto, após julgamento de um recurso apresentado pelo Ministério Público. Ele se apresentou voluntariamente na Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo no dia 1º de setembro.

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Segundo a advogada Débora Grings de Almeida, que atua como assistente de acusação em nome da família da vítima, a decisão reforça a gravidade da participação do réu no assassinato. “A prisão é justa, pois está evidente a participação dele na morte da Priscila”, afirma.

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A defesa de Scheffel, representada pelo advogado André Von Berg, argumenta que a prisão não seria necessária, já que o acusado colaborou com a investigação e teve a prisão temporária revogada na fase inicial. “O juiz [do caso] entendeu que não havia necessidade da prisão do Ederson já que ele havia colaborado com a investigação, tanto que a própria delegada pediu a revogação da temporária dele”, observa.

Contudo, a 1ª Câmara Criminal do TJRS acolheu o recurso do MP e determinou a preventiva.

Relembre o caso

O crime ocorreu na manhã de 12 de outubro de 2024, em frente ao restaurante da família do marido de Priscila, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Ao chegar para trabalhar, a vítima foi abordada por dois homens em uma moto.

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Um deles, identificado como Joelson Diniz, desceu e tentou disparar diversas vezes contra a comerciante, até que um dos tiros a atingiu na cabeça. Priscila chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois no Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

A investigação descartou latrocínio, já que nada foi levado. A Polícia Civil apurou que a sogra da vítima, Terezinha Diniz da Silva, 62 anos, foi a mandante do assassinato. Ela teria pago R$ 7 mil ao sobrinho Joelson para executar a nora. Parte do valor foi utilizada para contratar Éderson Scheffel, responsável por conduzir a moto no dia do crime.

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O marido de Priscila chegou a ser preso temporariamente junto da mãe, mas foi liberado 40 dias depois, quando a Polícia concluiu que ele não tinha participação nem conhecimento do plano.

Processo na reta final

O caso tramita na Justiça como homicídio qualificado com diversas agravantes, como feminicídio e uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A fase de instrução já foi concluída e o processo está agora na etapa de memoriais, quando defesa e acusação apresentam suas últimas manifestações.

Cabe ao juiz decidir se Terezinha Diniz da Silva, Joelson Diniz e Éderson Scheffel serão levados a júri popular pelo assassinato de Priscila.

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