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DENÚNCIA DO MP

Família Aguiar: Por que a morte da ex-sogra de PM passou a ser tratada como feminicídio?

Promotoria de Justiça confirmou nesta segunda-feira (4) que classificou o assassinato da mãe de Silvana Aguiar um crime de gênero

Publicado em: 04/05/2026 às 15h:43
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) confirmou a denúncia, nesta segunda-feira (4), do PM Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, pelas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, Isail Aguiar, 69, e Dalmira German Aguiar, 70.

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Conforme o MPRS, Dalmira German Aguiar, 70 anos, acabou se tornando vítima de um crime de gênero | abc+



Conforme o MPRS, Dalmira German Aguiar, 70 anos, acabou se tornando vítima de um crime de gênero

Foto: Arquivo pessoal

No comparativo com os indiciamentos propostos pela Polícia Civil, quando concluiu o caso, no dia 17 de abril, houve a denúncia da atual companheira do soldado da Brigada Militar pelas mortes e o enquadramento do antes homicídio de Dalmira como um feminicídio.

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Segundo a Promotoria de Justiça, a vítima é a ex-sogra de Cristiano. Assim, ao cometer um atentado contra a ex-mulher, o PM acabou atingindo também a mãe dela, que nem representava uma ameaça.

“O indiciamento inicial da Polícia Civil foi por homicídio, mas hoje já se compreende na esfera penal que o crime praticado no ambiente familiar contra a mulher não se restringe somente ao casal”, explicou o promotor Caio Isola de Aro.

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A morte de Silvana Aguiar, vale lembrar, já era um crime tratado pela Polícia Civil como feminicídio desde o começo da investigação, mas não o caso da mãe dela, o que eleva a contagem para 30 o número de feminicídios cometidos no Rio Grande do Sul em 2026.

Antes de Dalmira Aguiar entrar na lista de vítimas de feminicídio neste ano no RS, na tarde do último sábado (2), Dina Gimenez acabou morta a facadas na cidade de Parobé, tornando-se a 29ª vítima dos crimes de gênero no Estado.

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Coletiva na manhã desta segunda-feira (4) esclareceu pontos importantes nas denúncias contra os suspeitos | abc+



Coletiva na manhã desta segunda-feira (4) esclareceu pontos importantes nas denúncias contra os suspeitos

Foto: Paulo Pires/GES

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Denúncia

Cristiano também foi denunciado por falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz. Além da perda do cargo na BM, o MP pediu a incapacidade para o exercício do poder familiar.

Segundo o MPRS, Silvana foi morta na noite de 24 de janeiro, em sua residência, no bairro Parque Granja Esperança, em Cachoeirinha, em crime praticado por emboscada e caracterizado como feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar.

No dia seguinte, 25 de janeiro, seus pais foram atraídos por mensagens e ligações fraudulentas, simuladas como se fossem feitas pela filha, e mortos em locais distintos da cidade.

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A denúncia aponta que a motivação dos crimes está relacionada a conflitos envolvendo a guarda e a convivência do filho de Silvana com o PM, além do inconformismo com limites impostos pela vítima.

Os crimes foram cometidos de forma coordenada, inclusive para assegurar a impunidade dos crimes anteriores, com posterior ocultação dos cadáveres e reiteradas manobras para dificultar a atuação da polícia e do Judiciário.

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Cadáveres

Mesmo com a denúncia do Ministério Público e o início da ação penal, a Promotoria de Justiça fez questão de enfatizar que as buscas pelos corpos das três vítimas continuam por parte da Polícia Civil.

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“Ainda não termos encontrado os corpos é algo que certamente não desistiremos”, avisou a promotora Carla Feijó. “É um desfecho que precisamos dar. Vai além de um desfecho jurídico. Precisamos localizar os corpos para haver o rito do luto que é tão necessário.”

 

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