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CRIME CONTRA MULHER

Feminicídio na Serra: O que se sabe sobre o caso da mulher morta pelo companheiro

Assassinato aconteceu no sábado; vítima era natural da Paraíba

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Publicado em: 09/02/2026 às 12h:13 Última atualização: 09/02/2026 às 12h:19
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O fim de semana foi marcado pelo 12º feminicídio do RS em 2026 e o primeiro do mês de fevereiro. A vítima, Yanca Soares Diniz, foi morta a facadas em sua casa, em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha, no sábado (7).

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Investigação é liderada pela Delegacia de São Francisco de Paula | abc+



Investigação é liderada pela Delegacia de São Francisco de Paula

Foto: Google Street View

Yanca, de 30 anos e natural da Paraíba, foi assassinada pelo companheiro, que seguia foragido nesta segunda-feira (9), conforme a delegada responsável pela investigação, Fernanda Aranha.

O homem, que não teve o nome informado, morava com a vítima.

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Segundo a delegada, não havia boletins de ocorrência e nem solicitação de medidas protetivas de urgência em nome da vítima.

O crime

A Brigada Militar foi acionada por vizinhos na tarde do último sábado. No entanto, Yanca já estava morta quando os agentes chegaram.

RS chega ao 12º feminicídio

  • Yanca Soares Diniz, 30, foi morta a facadas pelo companheiro em São Francisco de Paula, no sábado (7). O homem seguia foragido;
  • Marlei de Fátima Froelick, 53, foi assassinada a tiros pelo ex, 57, em Novo Barreiro, no dia 29 de janeiro. O agressor foi preso;
  • Paula Gomes Gonhi, 44, foi atingida por facadas desferidas pelo companheiro, 31, em Santa Cruz do Sul no dia 26 de janeiro. Ele foi preso;
  • Karizele de Oliveira Sena, 30, – Kaka, como era conhecida – foi morta a facadas dentro da própria casa em Novo Hamburgo na madrugada de 24 de janeiro. O agressor, Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro da vítima, fugiu do endereço, mas acabou se entregando à Polícia após mais de 20 horas foragido;
  • Leila Raquel Camargo Feltrin, 24, foi morta a facadas pelo companheiro Wesley Samuel Schilling, 25, na manhã do dia 25 de janeiro, em Tramandaí. Ele foi preso;
  • Uliana Teresinha Fagundes, 59, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Muitos Camões no dia 20 de janeiro. O suspeito fugiu após o crime;
  • A adolescente Mirella dos Santos da Silva, 15, foi encontrada morta na casa do ex-companheiro, 25, em Sapucaia do Sul no dia 20 de janeiro, cerca de um dia após ser morta a facadas. Eduardo Albernaz da Silva confessou o crime e foi preso;
  • Paula Gabriela Torres Pereira, foi morta a facadas enquanto esperava em uma parada de ônibus em Porto Alegre no dia 19 de janeiro. O suspeito preso é o ex-companheiro;
  • Marinês Terezinha Schneider, 54, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, de quem tinha medida protetiva, no dia 18 de janeiro, em Santa Rosa. Ele se apresentou na Deam e foi preso;
  • No mesmo dia, Josiane Natel Alves, 32, foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Porto Alegre. Ele foi preso em flagrante;
  • Letícia Foster Rodrigues, 37, foi encontrada morta no dia 13 de janeiro com um ferimento profundo no pescoço, crime cometido em Canguçu. Suspeitas apontavam para o companheiro, que foi preso;
  • O ano começou com a morte da bombeiro civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31, morta a facadas no dia 3 de janeiro em Guaíba. O suspeito é o ex-companheiro, de 44 anos, preso em flagrante.

Denuncie

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

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Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

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Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

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Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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