O julgamento de Alexsandro Alves Gunsch, de 49 anos — acusado de matar a companheira, a personal trainer Débora Michels Rodrigues da Silva, 30, em 26 de janeiro de 2024 —, que estava previsto para começar na manhã desta quinta-feira (6), em Montenegro, foi suspenso.
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Segundo a juíza Débora de Souza Vissoni, que presidiria a sessão, às 23h25 de quarta-feira (5), o réu apresentou um documento para revogar os poderes da então advogada dele, Daniela Schneider Couto.

Foto: Redes sociais
“Esse ato é um direito constitucional do réu, no entanto, ele foi feito após a decisão dessa magistrada, de manter o plenário no dia de hoje”, afirmou a juíza, que pediu desculpas aos presentes, em especial à família da vítima.
“Desta forma, se torna inviável a instauração do plenário, visto que o réu encontra-se sem representação processual”, declarou.
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A magistrada disse ainda que o réu não compareceu ao Foro, no entanto, não se sabia, até esta manhã, se ele se negou a ir até o local do julgamento ou houve problema operacional por parte da Polícia Penal.
Sem ter até o momento apresentado um novo representante de defesa, foi determinado que o réu o faça em até 10 dias. Caso nenhum advogado seja nomeado, ele será assistido pela Defensoria Pública. A data do novo julgamento só será definida após esse período.
Gunsch é acusado de feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi preso um dia depois do crime e atualmente está detido na Penitenciária Estadual de Canoas I.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 26 de janeiro do ano passado, na casa onde o casal morava. Segundo a Polícia Civil, na época do caso, Gunsch relatou que teria levantado Debby pelo pescoço e a jogado contra armário, o que resultou na morte por asfixia.
Ele ainda teria afirmado ter colocado a vítima dentro do carro para levá-la ao hospital, mas, quando percebeu que ela estava sem vida, decidiu deixá-la na calçada, na frente da casa dos pais.
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Gunsch estava consternado pelo término do relacionamento com Débby Michels, como era conhecida, e isso teria motivado o crime.