A Justiça anulou o júri que havia condenado Alexsandro Alves Gunsch a 26 anos e 8 meses de prisão por matar a personal Débora Michels Rodrigues da Silva. A decisão é da 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. A sessão ocorreu nesta terça-feira (18).

Foto: Redes sociais
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O julgamento do recurso iniciou em 21 de outubro, quando a desembargadora relatora, Rosane Wanner da Silva Bordasch, deu parcial provimento ao pedido da defesa, reduzindo a pena para 19 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão.
Nesta terça, o desembargador Marcelo Machado Bertoluci votou por anular o júri, reconhecendo o argumento de violação à imparcialidade do juízo. Seu entendimento foi acompanhado pelo desembargador Luiz Antônio Alves Capra, formando maioria no colegiado. Assim, por 2 votos a 1, a 1ª Câmara Especial Criminal reconheceu a nulidade do júri e determinou a realização de novo julgamento.
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O júri
O júri do caso da personal trainer ocorreu no dia 25 de abril deste ano, no Salão do Júri do Foro de Montenegro, e se estendeu por 17 horas, encerrando na madrugada de 26 de abril.
O réu foi condenado por homicídio qualificado, com as seguintes qualificadoras: feminicídio (cometido contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar), motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Foram ouvidas três testemunhas de acusação – os pais e o irmão da vítima, um perito e interrogado o réu.
Relembre o caso
A vítima foi encontrada morta em frente à casa dos pais dela, em Montenegro, no Vale do Caí, na madrugada de 26 de janeiro de 2024. Ela estava em processo de mudança da casa do ex-companheiro, após a separação. Ele não aceitava a separação. A causa da morte foi asfixia mecânica.