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Justiça

Motorista que deixou menino de 2 anos tetraplégico vai a júri em Parobé

Réu fugia de abordagem policial na RS-239 quando bateu em carro de família

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 07/01/2026 às 18h:43
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O motorista de 24 anos que deixou um menino de 2 anos tetraplégico ao provocar acidente na RS-239, em Parobé, vai a júri por cinco tentativas de homicídio doloso qualificado, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação e desobediência. Ao volante de um Onix roubado, o réu fugia de abordagem da Brigada Militar, no início da tarde de 29 de outubro de 2024, e bateu no Renault Clio de uma família de Novo Hamburgo.

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Colisão foi na RS-239 no dia 29 de outubro de 2024 | abc+



Colisão foi na RS-239 no dia 29 de outubro de 2024

Foto: Brigada Militar

A decisão judicial de levar o criminoso a júri saiu no início do mês passado, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério Público. A data do julgamento ainda não foi marcada. O nome do acusado não foi informado.

A promotoria também pediu indenização mínima de R$ 300 mil em favor da família, ressaltando que “as consequências desse crime jamais serão revertidas”.

Na contramão

O réu ainda portava uma pistola. Ao fugir de abordagem, invadiu a pista contrária e bateu no Clio. O Onix, que estava com placas clonadas, pegou fogo. O criminoso foi preso e permanece recolhido enquanto aguarda o julgamento. No veículo atingido estava um casal e três filhos. A família viajava para o litoral norte.

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O menino Joaquim Gonçalves da Silva ficou gravemente ferido. Perdeu os movimentos das pernas e dos braços. O pai da criança ficou levemente ferido e a mãe precisou passar por duas cirurgias. Já os irmãos, de 9 e 4 anos, um menino e uma menina, também sofreram lesões.

Criança deixou hospital três meses depois

A residência simples da família, localizada no bairro São Jorge, em Novo Hamburgo, já não é mais a mesma. Após mais de três meses longe dela, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Joaquim Gonçalves voltou para casa no dia 3 de fevereiro de 2025.

O imóvel foi praticamente transformado em um hospital graças ao esforço dos familiares e da união da comunidade. Os cômodos tiveram que passar por adaptações para receber o menino que agora necessita de home care para sobreviver. Portas estão maiores para a passagem da cadeira de rodas.

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A garagem se transformou no quarto do Joaquim, que, para ficar semelhante a um leito de hospital, precisou ser construído do zero, tudo adaptado às pressas na casa que agora passa a contar com a presença de técnicas de enfermagem 24 horas, enfermeiros e médicos, além de todos os aparatos que uma UTI necessita.

Registro de fevereiro do ano passado, quando Joaquim chegou em casa | abc+



Registro de fevereiro do ano passado, quando Joaquim chegou em casa

Foto: Arquivo/Ges-Especial

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