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ABC NAS RUAS

"Nunca pisou fora do País", diz pai após repercussão de possível deportação dos EUA do suspeito de planejar atentado no show de Lady Gaga

Afirmação de que morador de Novo Hamburgo teria sido deportado após viver 27 anos nos EUA foi divulgada nesta manhã pelo jornal O Globo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 07/05/2025 às 11h:00 Última atualização: 07/05/2025 às 13h:46
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A notícia de que Luis Fabiano da Silva, de 49 anos, teria vivido ilegalmente por quase três décadas nos Estados Unidos e sido deportado ao Brasil pegou de surpresa e mergulhou ainda mais em perplexidade a família do vigilante morador do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Fabiano está preso por suspeita de liderar um grupo extremista que teria planejado um atentado com explosivos durante o show da cantora Lady Gaga, realizado no último sábado (4), na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

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Florentino da Silva, de 82 anos, pai do vigilante  | abc+



Florentino da Silva, de 82 anos, pai do vigilante

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“Talvez nem em sonho ele imaginou morar nos Estados Unidos. Nunca saiu daqui. Ele nasceu aqui nesse lugar e mora até hoje. Tem 49 anos e nunca pisou fora do País”, afirmou Florentino da Silva, de 82 anos, pai do vigilante, em entrevista na manhã desta quarta-feira (7). Florentino mora no mesmo terreno que o filho e disse estar consternado com as notícias que estão sendo divulgadas sobre o filho. “É muito difícil ouvir essas coisas. A gente conhece o filho que tem, isso que tá acontecendo é uma das maiores injustiças do mundo. Não falo isso porque é meu filho, estou falando de coração aberto, porque se ele tivesse feito algo errado, não iria o defender”, expõe.

Família se surpreende com notícia de que Luis Fabiano, viveu ilegal nos EUA e foi deportado.

A afirmação de que Fabiano teria sido deportado após viver 27 anos nos EUA foi divulgada nesta manhã pelo jornal O Globo e confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A nova informação se soma às acusações que o apontam como chefe de um grupo radical que usaria as redes sociais para disseminar discurso de ódio e planejar ataques violentos contra o público LGBTQIA+.

Fabiano foi preso em flagrante no último domingo (5) por porte ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca relacionado ao plano de ataque com explosivos no show de Lady Gaga. Chegou a ser liberado após pagar fiança, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva por entender que ele representaria um risco à ordem pública pelo contexto da acusação (ser líder de grupo extremista e ser preso com três armas de fogo).

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“Quando ideias preconceituosas e discriminatórias são disseminadas livremente, estas não apenas ferem a dignidade de indivíduos e grupos marginalizados, mas também alimentam a intolerância, a violência e a exclusão social”, escreveu a juíza Fabiana Pagel, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) ao fundamentar a ordem de prisão. Fabiano voltou a ser preso na segunda-feira (5).

LEIA MAIS: Família explica origem das armas apreendidas com suspeito de planejar ataque a bomba no show da Lady Gaga 

Família refuta versão da deportação

Para os familiares, a ideia de que Fabiano tenha passado qualquer período nos Estados Unidos é absurda. Franciele Silva, 36 anos, esposa do vigilante há 13 anos, diz que ficou em choque ao ser questionada pela advogada da família sobre a suposta passagem do marido pelos EUA. “Como é que ele vai sair do Brasil, morar vinte e poucos anos fora, se toda a vida dele está aqui? A carteira de trabalho dele é assinada desde os 17 anos. Sempre trabalhou aqui, no Rio Grande do Sul”, disse.

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Franciele Silva, 36 anos, esposa do vigilante | abc+



Franciele Silva, 36 anos, esposa do vigilante

Foto: isaías Rheinheimer/GES-Especial

Franciele contou que Fabiano atuou por mais de três décadas como vigilante de escolta armada, prestando serviços em empresas da região, com atuação em cidades como Novo Hamburgo, Canoas e Porto Alegre. “A maioria dos trabalhos sempre foi aqui. Não tem como ele ter morado nos Estados Unidos esse tempo todo. É uma coisa que não tem cabimento. Eu não sei de onde tiraram isso”, contesta.

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Florentino lembra que o filho começou a trabalhar como office boy na empresa de transporte de valores Prosegur e, antes disso, ainda jovem, o ajudava nos serviços de chapeação da família. “Ele sempre foi um homem de trabalho. Viajou pelo Estado e, às vezes, para fora do Rio Grande do Sul, mas sempre a trabalho, fazendo escolta. Nunca teve passagem pela polícia”, garante o pai.

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