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Homicídio

"Não dá para deixar meus filhos brincando no pátio onde o pai foi morto": Pedreiro estava com crianças minutos antes de ser assassinado na região

Mistério envolve assassinato de Cláudio Adão de Oliveira, 38 anos, na tarde do último domingo

Publicado em: 06/03/2025 às 12h:25 Última atualização: 06/03/2025 às 12h:50
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Foi em meio à tarde quente do último domingo (2) que um único tiro de uma pistola 9 milímetros culminou na morte de Cláudio Adão de Oliveira, de 38 anos, na Avenida 17 de Abril, no bairro Guajuviras, em Canoas.

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O pedreiro Cláudio Adão de Oliveira, 38 anos, morreu com um tiro no abdômen



O pedreiro Cláudio Adão de Oliveira, 38 anos, morreu com um tiro no abdômen

Foto: PAULO PIRES/GES

O pedreiro estava no pátio do condomínio em que vivia. Fora visto brincando com os filhos minutos antes de ser atingido. Parentes e vizinhos tentam entender a morte do trabalhador.

Segundo o comerciante Natanael Andrade, 58, Oliveira podia ser visto sempre em contato com as crianças ou conversando amigavelmente. Isso até uma suposta discussão que teria acabado em morte.

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“Eu não vi o que aconteceu, mas ouvi sobre uma discussão e que depois um sujeito atirou e fugiu”, diz. “A gente está tentando entender, porque ele era um cara tranquilo e não dá para imaginar batendo boca com ninguém.”

Moradora do mesmo condomínio em que vivia a vítima, Anelise Nascimento, 34, relata que houve uma confusão logo após o disparo. Isso porque, devido ao calor, havia muitas crianças brincando na rua.

“A gente se desesperou quando soube do tiro”, recorda. “Porque nem todo mundo ouviu a briga. Teve gente que estava distraído em casa e só ouviu o tiro. Poderiam ter matado uma criança no pátio também.”

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Segundo a Polícia Civil, o relógio se aproximava das 17 horas quando três suspeitos chegaram ao endereço, próximo à entrada do bairro, em um veículo. Dois deles desceram e chamaram Oliveira para conversar.

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O trabalhador atendeu ao chamado e, minutos depois, houve uma discussão em frente ao endereço. Um dos homens sacou uma pistola e atirou enquanto o trabalhador ainda estava no pátio do condomínio.

Não houve tempo para que a vítima fosse socorrida. Atingido no abdômen, ele acabou morrendo no local, instantes após o disparo. Os três homens fugiram na sequência, em um carro desconhecido, e não foram mais vistos.

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Angústia

A reportagem esteve no bairro Guajuviras para contatar familiares da vítima. O pedreiro deixou seis filhos. A esposa e as crianças saíram do endereço no dia do disparo.

O trabalhador foi sepultado na última terça-feira (4), no Cemitério Santo Antônio. Desde então, a mulher, que prefere não se identificar, buscou abrigo em parentes e prefere não conversar com a imprensa, por medo da violência.

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“Não dá para deixar meus filhos brincando no pátio onde o pai foi morto”, resumiu a esposa da vítima ao tratar da razão pela qual deixou o endereço que, durante anos, foi chamado de lar.

Investigação

Embora sem um suspeito identificado para o crime, a Polícia Civil confirma que há uma linha de investigação que está sendo seguida. Oliveira não tinha antecedentes criminais e o caso não está ligado ao tráfico de drogas e entorpecentes.

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A apuração é conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas. Titular da Especializada, a delegada Graziela Zinelli explica que os policiais buscam por imagens de câmeras de segurança que possam levar à identificação de um dos suspeitos envolvidos no crime.

“Conseguimos algumas imagens, mas estamos procurando por mais câmeras de segurança que possam nos ajudar a identificar algum dos suspeitos envolvidos no caso”, reforça.

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