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Polícia quer concluir investigação sobre "matança indiscriminada de animais" na Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas

Testemunhas relacionadas ao processo já foram ouvidas; a ex-secretária Paula Lopes alega "perseguição política"

Publicado em: 10/10/2025 às 15h:34 Última atualização: 10/10/2025 às 15h:58
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Um dos casos policiais de maior repercussão no Estado em 2025, a investigação sobre as eutanásias praticadas contra cães e gatos na Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas, sob a administração da ex-secretária Paula Lopes, cumpre as últimas etapas do inquérito.

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A delegada Luciane Bertoletti, ao fundo, conduz a investigação de caso complexo envolvendo a Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas | abc+



A delegada Luciane Bertoletti, ao fundo, conduz a investigação de caso complexo envolvendo a Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

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Segundo a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, responsável pelo caso, restam somente alguns laudos a serem anexados ao processo nas próximas semanas.

“Estamos aguardando laudos periciais para a conclusão”, explica. “Acreditamos que o provável é que o inquérito seja concluído próximo do final deste mês de outubro”, confirma.

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Luciane aponta que todas as partes e testemunhas relacionadas ao processo já foram ouvidas. A ex-secretária Paula Lopes acabou sendo uma das primeiras a prestar esclarecimentos à Polícia, inclusive. “Ela disse não saber sobre as eutanásias. Inclusive alegou perseguição política.”

Entenda o caso

A Polícia Civil lançou a Operação Carrasco no dia 4 de setembro, baseada em uma série de denúncias a respeito de animais mortos na Secretaria do Bem-Estar Animal de Canoas.

Os relatos apontavam as mortes de animais doentes por meio eutanásia, uma prática sugerida em determinados casos. Porém, havia o uso desmedido do procedimento no local desde que a secretária Paula Lopes assumiu o cargo. Estima-se que quase 500 animais tenham sido mortos no decorrer de sete meses.

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Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na sede da pasta, policiais e técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) encontraram 14 animais mortos e acondicionados em sacos plásticos em um freezer.

“Foram diversas denúncias. Muita gente sabia o que estava acontecendo: uma matança indiscriminada dos animais. Eles eram mortos ali mesmo e depois levados por um caminhão em sacos de lixo”, esclareceu na época Luciane Bertoletti.

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Além de Paula Lopes, estão sendo investigadas também uma veterinária da Secretaria do Bem-Estar Animal, que seria comparsa nos crimes, e uma cuidadora, que seria braço direito da ex-secretária.

Os mandados foram cumpridos não apenas na sede da secretaria, mas também na casa da investigada, no Instituto Paula Lopes, na casa da veterinária e também em um sítio, em Arroio dos Ratos, que pertence a uma parente do principal alvo da apuração.

“O sítio é propriedade de uma parente da ex-secretária”, aponta Luciane. “Foram apreendidos, no local, milhares de medicamentos, alguns vencidos, inclusive. Eram treze armários lotados com todo o tipo de medicação para animais.”

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Já na casa da ex-secretária, os policiais encontraram R$ 100 mil em dinheiro, o que levanta as suspeitas em cima das denúncias de estelionato e lavagem de dinheiro feitas à Polícia contra Paula Lopes. 

Ex-secretária do Bem-Estar Animal, Paula Lopes está no centro da investigação da Polícia Civil  | abc+



Ex-secretária do Bem-Estar Animal, Paula Lopes está no centro da investigação da Polícia Civil

Foto: PAULO PIRES/GES

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O que diz a defesa?

Advogado de Paula Lopes, Gilson Araújo diz que “a autoridade policial requereu o sigilo da investigação, obstando o acesso da defesa aos autos, e essa mesma autoridade, vem reiteradamente concedendo entrevistas aos mais diversos meios de comunicação, nas quais divulga informações, fotografias, depoimentos e versões parciais dos fatos investigados, fatos esses baseados, na esmagadora maioria, em denúncias anônimas e ouvi dizer”.

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