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POLÍCIA

Policial militar acusado de matar a esposa em Sapucaia do Sul vai a júri nesta quinta-feira

Caso aconteceu durante a grande enchente de 2024

Priscila Carvalho
Publicado em: 20/05/2026 às 18h:15 Última atualização: 20/05/2026 às 18h:43
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O caso de feminicídio de Jaqueline Araújo dos Santos, 46 anos, ocorrido durante a enchente de maio de 2024, começa a ser julgado nesta quinta-feira (21), a partir das 9 horas, no Fórum de Sapucaia do Sul. No banco dos réus está o policial militar Jandavi Campos da Silva, 51, que era o marido dela, apontado como autor do assassinato. O caso começou a ser julgado em março, mas no segundo dia o conselho de sentença foi dissolvido, cancelando o julgamento, segundo a advogada que representa a família da vítima, Thamyres Parulla. O júri foi remarcado com novos jurados e acontece nesta quinta (21) com previsão de conclusão na sexta-feira (22).

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Policial militar acusado de matar a esposa em Sapucaia do Sul vai a júri nesta quinta-feira

Foto: Divulgação

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O crime causou comoção na cidade. Jaqueline era professora da rede municipal sapucaiense. O feminicídio aconteceu na noite de 13 de maio de 2024, no bairro Ipiranga, em Sapucaia do Sul. O autor, na época com 49 anos, era marido da vítima, que foi morta com um tiro na cabeça. Eles estariam casados há 25 anos, tinham dois filhos, e Jaqueline teria manifestado o desejo pela separação. O homem não teria aceitado o fim do relacionamento. Soldado lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), de Canoas, ele se entregou um dia depois, apresentando a arma usada no crime, alegando que o disparo teria sido acidental durante a discussão.

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“Não houve acidente”

Advogada da família de Jaqueline, Thamyres Parulla destacou que a assistência à acusação vai buscar a condenação do policial militar. “Não houve acidente, houve a execução de uma mulher que queria ser livre. Buscar justiça pela Jaqueline é transmitir um recado à sociedade: não podemos mais aceitar a violência doméstica. Toda vez que uma mulher morre nesse contexto, todas nós morremos”.

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Jaqueline era professora com mais de 20 anos de atuação no município e, à época do crime, estava lotada na Escola Municipal Aurialícia Chaxim Bes. Familiares, amigos, colegas de profissão estão se mobilizando para, nesta quinta-feira pela manhã, a partir das 7h30, promover protesto defronte ao fórum sapucaiense (como já fizeram em março) pedindo pela condenação do autor do crime.

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Foto: Grupo Sinos

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