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FEMINICÍDIOS

Policial militar acusado de matar a esposa em Sapucaia do Sul vai a júri nesta quinta-feira

Caso aconteceu durante a grande enchente de 2024; já em São Leopoldo, a primeira audiência com o suspeito do feminicídio de Ketlyn Vargas acontece à tarde

Priscila Carvalho
Publicado em: 19/03/2026 às 09h:57 Última atualização: 19/03/2026 às 09h:58
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Dois casos de feminicídios terão andamento na Justiça nesta quinta-feira (19) na região. O primeiro deles iniciou esta manhã no Fórum de Sapucaia do Sul. É o julgamento do policial militar apontado como autor do assassinato de Jaqueline Araújo dos Santos, durante a enchente de 2024.

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O crime aconteceu na noite de 13 de maio de 2024, no bairro Ipiranga. O autor, na época com 49 anos, era esposo da vítima, que foi morta com um tiro na cabeça, aos 46 anos. Eles estariam casados há 25 anos e Jaqueline teria manifestado o desejo pela separação. O homem não teria aceitado o fim do relacionamento. Soldado lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), de Canoas, ele se entregou um dia depois, apresentando a arma usada no crime.

LEIA TAMBÉM: Homem é condenado a 99 anos de prisão por feminicídio em Frederico Westphalen

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“Não houve acidente”

Advogada da família de Jaqueline, Thamyres Parulla destacou que a assistência à acusação vai buscar a condenação do policial militar. “Não houve acidente, houve a execução de uma mulher que queria ser livre. Buscar justiça pela Jaqueline é transmitir um recado à sociedade: não podemos mais aceitar a violência doméstica. Toda vez que uma mulher morre nesse contexto, todas nós morremos”.

Thamyres explica que já houveram audiências da primeira fase do procedimento do júri, e hoje será o julgamento pelo tribunal do júri, sendo que sete pessoas formam o conselho de sentença que deve julgar o réu após as explanações da defesa e acusação.

Jaqueline era professora com mais de 20 anos de atuação no município e, à época do crime, estava lotada na Escola Municipal Aurialícia Chaxim Bes. Familiares, amigos, colegas de profissão e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sapucaia do Sul (Sintesa) estão em frente ao fórum sapucaiense, protestando de forma pacífica e pedindo pela condenação do autor do crime.

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Ketlyn Vargas da Silva, 25 anos, foi morta pelo ex-companheiro



Ketlyn Vargas da Silva, 25 anos, foi morta pelo ex-companheiro

Foto: Arquivo pessoal

Primeira audiência do caso Ketlyn Vargas ocorre à tarde

Já durante a tarde desta quinta-feira ocorre a primeira audiência do caso Ketlyn Vargas, moradora de São Leopoldo, que morreu no Hospital Centenário 43 dias após ter sido atacada a facadas pelo ex-companheiro.

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Advogada da família da vítima, Caterine Rosa lembra que essa primeira audiência ocorreria no dia 19 de janeiro, mas foi cancelada e remarcada para esta quinta, às 14h, no Foro leopoldense. “Devem ser ouvidas as testemunhas de acusação, de defesa e, se todos comparecerem, deve ser feito o interrogatório do réu, que até hoje se manteve em silêncio”, salientou.

Caterine explica que a audiência é uma das etapas dos procedimentos do júri e respeita os prazos legais de manifestações, por isso, não é possível determinar quando haverá uma decisão pelo julgamento do acusado.

VEJA AINDA: Morta a facadas na frente da filha de 8 anos: Júri de homem suspeito pelo crime ocorre nesta quinta-feira

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Relembre o caso

Ketlyn Jennifer Vargas da Silva, de 25 anos, foi atacada a facadas pelo ex-companheiro, de 42 anos, dentro da casa onde morava, no bairro Santos Dumont, e na frente do filho do casal, de 5 anos, que é autista nível 3 de suporte. O ataque aconteceu na noite de 8 de setembro e teria ocorrido pois o agressor não aceitava o fim do relacionamento.

A jovem foi levada ao Hospital Centenário, vindo a falecer 43 dias depois. O ex-marido de Ketlyn fugiu e foi preso horas depois, após ser linchado por populares.

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