O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul identificou um homem que estava desaparecido desde 2018. Ele teria sido visto pela última vez no início daquele ano, em Esteio.
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Foto: Paulo Pires/GES
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A identificação foi possível porque a filha do homem desaparecido forneceu material genético ao IGP durante a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada no início deste mês em Canoas. Essa foi a 106ª identificação realizada a partir de dados do Banco de Perfis Genéticos do RS (BPG/RS).
Ao tomar conhecimento da campanha, a filha do desaparecido, que aguardava notícias havia sete anos, decidiu registrar a ocorrência de desaparecimento e fornecer seu material genético. A partir da doação, seu perfil foi inserido no BPG/RS e apontou possível vínculo genético com um homem encontrado sem vida em Canoas, com um ferimento na cabeça, em outubro de 2018.
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A equipe da Divisão de Genética Forense (DGF) do IGP, após analisar o caso, conseguiu confirmar os dados e realizar os cálculos estatísticos necessários para liberar o laudo de identificação.
“Este resultado demonstra a importância da divulgação desse trabalho, que em muitas situações acaba sendo a única possibilidade de identificação de um indivíduo”, destacou a chefe da Divisão de Genética Forense do IGP, Cecília Fricke Matte.
Em muitos casos, quando métodos convencionais não conseguem apontar a identificação das vítimas, a comparação genética se torna a única alternativa para fornecer respostas.
A nova identificação surgiu pouco mais de uma semana depois do IGP ter confirmado a identidade de uma vítima da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul. Em 13 de agosto, a divisão confirmou que um corpo encontrado no Rio Taquari, entre os municípios de Triunfo e General Câmara, pertencia a uma mulher desaparecida desde 2 de maio de 2024, tendo sido vista pela última vez em Lajeado, no Vale do Taquari.
Como fazer a coleta de material genético
Se a pessoa tem familiares desaparecidos, ela deve registrar, em primeiro lugar, a ocorrência de desaparecimento junto a uma delegacia de polícia. Depois disso, será convidado a comparecer ao posto mais próximo para realizar a coleta.
Na região metropolitana, as coletas ocorrem no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais (CREPEC), localizado na Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40, em Porto Alegre. No interior, são feitas nos Postos Médico-Legais de cada município. A coleta é feita com um cotonete passado por dentro das bochechas, ou então a partir de uma pequena gota de sangue extraída do dedo.
Os familiares devem seguir a seguinte lista de prioridade para doar material genético:
- Filhos(as) biológicos(as) e o outro genitor
- Pai e/ou mãe biológicos
- Irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe)
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