Foi na última segunda-feira (7) que cresceu nas redes sociais um caso de desaparecimento no bairro Niterói, em Canoas.
Após sair de casa para o colégio, a jovem não voltou para casa, o que deixou angustiada a mãe da adolescente de 15 anos.

Foto: REPRODUÇÃO
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Ela registrou o caso, mas informou que a menina não havia sido sequestrada, mas, sim, tinha saído de casa, sem intenção de retornar.
O caso teve uma resolução na manhã desta quinta-feira (9), quando agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas acolheram a menina.
Segundo o delegado Maurício Barison, responsável pela Especializada, o contato com a jovem aconteceu logo no começo da apuração, mas ela não revelava onde estava.
À polícia, a menor contou ter sofrido agressões físicas e violência psicológica pela própria mãe após revelar sua orientação sexual.
“Prefiro ter uma filha morta do que uma filha homossexual”, teria dito a mãe, antes das agressões físicas, segundo relato da menor.
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Ela revelou aos policiais a localização na noite desta quarta-feira (8), dizendo não ter mais vontade de viver sob a guarda da mãe.
Ao ser acolhida pelos policiais, ela passa por atendimento junto ao Conselho Tutelar a fim de verificar a possibilidade de colocação em guarda provisória.
Por fim, Barisson aponta a instauração de inquérito policial para investigar crimes de maus-tratos e homofobia contra a mãe da adolescente.
ECA
Os nomes não são divulgados na reportagem para proteger a identidade da menina, conforme o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).