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Investigação em São Leopoldo

Prisão do ex-vereador Lemos é prorrogada por mais 30 dias

Medida foi solicitada na última sexta-feira (12); defesa dele busca habeas corpus. Lemos é acusado de envolvimento em um homicídio em março deste ano no bairro São Miguel

Publicado em: 15/12/2025 às 14h:47 Última atualização: 15/12/2025 às 14h:48
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O ex-vereador Alessandro Camilo da Silva, 50 anos, mais conhecido como Lemos (candidato mais votado em São Leopoldo nas duas últimas eleições municipais) segue preso temporariamente. De acordo com o advogado William Tiago Silva dos Santos, responsável pela defesa de Lemos, na última sexta-feira (dia 12), a prisão foi prorrogada por mais 30 dias. Lemos foi preso em 12 de novembro acusado de envolvimento em um caso de homicídio no bairro São Miguel, em março deste ano.

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 A prisão do ex-vereador Lemos foi prorrogada por mais 30 dias



A prisão do ex-vereador Lemos foi prorrogada por mais 30 dias

Foto: Divulgação

Segundo Santos, na delegacia foi solicitado ouvir as testemunhas que faltam e que aguardam a extração das mensagens do telefone de Lemos. “Neste final de semana recorremos com um pedido de Habeas Corpus, pois entendemos que a prisão não se julga procedente, tendo em vista que as testemunhas que faltam ser ouvidas são de defesa.”

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Conforme Santos a perícia de telefones pode levar meses ou até anos para ser concluída. “Foram apreendidos 17 aparelhos, o que pode levar muito tempo para ser analisado pelo IGP e ter seus dados extraídos.”

Santos revelou que também é advogado de outras pessoas investigadas no caso, e que um de seus clientes foi solto. “Pedimos uma extensão de benefício para o Lemos. Eles colaboraram com a investigação, fizeram todos os exames exigidos, entregaram dados. Então pedimos o mesmo benefício para o ex-vereador.”

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Santos explicou que a liminar leva de quatro a cinco dias para ser analisada.”Caso a resposta venha depois do início do recesso, que começa no dia 19, será pedido para o plantonista, que deve resolver o caso em 24 horas. Se der negativo, apelamos para o plantão do STJ.”

O caso

Lemos foi preso, no dia 12 de novembro, na Operação Última Rima, apontado como mandante de um assassinato cometido em março deste ano. Ele foi preso juntamente com outros suspeitos do crime ocorrido há mais de oito meses no bairro São Miguel, em São Leopoldo.

O assassinato de Andrei Gomes dos Santos, 33 anos, que foi agredido a facadas, pauladas e pedradas na madrugada de 30 de março, teria, além de motivação pessoal, o atendimento de uma ordem de uma facção criminosa coordenada por um detento.

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O crime aconteceu próximo a um bar onde uma discussão começou envolvendo Andrei Gomes dos Santos e Lemos. De acordo com a polícia, a investigação apurou que a causa da briga foi uma rima em forma de música pejorativa que incomodou o ex-vereador.

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Conforme a polícia, o crime foi cometido por dois núcleos: um ligado ao ex-vereador e outro à facção. No caso da facção, os integrantes do grupo criminoso teriam dado a ordem para que se alguma pessoa criasse qualquer tipo de confusão na comunidade, a facção a espancaria e a executaria.

Segundo a polícia, Andrei dos Santos conseguiu fugir e se escondeu em uma casa todo machucado, mas os agressores foram atrás dele e o levaram à rua para agredir mais, utilizando pedras e golpes de faca. Andrei chegou a ser levado para o Hospital Centenário, mas após nove dias internado acabou morrendo devido à gravidade do ferimentos.

A investigação policial apontou ainda o envolvimento de dois detentos na ordem para o assassinato de Andrei Gomes, e que a decisão de matar a vítima teria surgido do ex-vereador e a facção respaldou. Porém, conforme a polícia ainda é prematuro dizer se Lemos tem algum tipo de ligação com a facção.

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Ex-vereador e campeão de votos

Lemos foi vereador de São Leopoldo entre 2021 e 2024, e chegou a assumir como secretário municipal de Esportes, no início de 2021, mas ficou menos de um mês no cargo, retornando para a Câmara Municipal. Na eleição de 2024, foi o candidato mais votado da cidade (4.451 votos) , mas acabou não eleito porque o seu partido então, o PSB, não atingiu o chamado quociente partidário (calculado pela divisão entre os votos válidos e o quociente eleitoral).

 

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