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ABC NAS RUAS

"Queremos sair daqui com o Andrew recebendo pena máxima", diz neto de idoso assassinado com esposa em Cachoeirinha

Andrew Heger Ribas é julgado nesta quarta-feira pela morte do avô, Rubem Affonso Heger, e da companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 06/08/2025 às 13h:26 Última atualização: 06/08/2025 às 13h:40
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O julgamento de Andrew Heger Ribas, acusado de matar o avô, Rubem Affonso Heger, e a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, está em andamento nesta quarta-feira (6) no Fórum de Cachoeirinha. O caso, que chocou a comunidade em 2022, volta a mobilizar familiares das vítimas, que acompanham a sessão em busca de justiça.

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Parentes de Rubem Heger assistem ao julgamento do neto Andrew Heger Ribas, acusado de matar o avô e a esposa dele, Marlene Heger | abc+



Parentes de Rubem Heger assistem ao julgamento do neto Andrew Heger Ribas, acusado de matar o avô e a esposa dele, Marlene Heger

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Entre os presentes está Ruben Silveira Heger, de 36 anos, neto de Rubem e primo do acusado. Profissional de Educação Física, ele tem sido uma das vozes mais firmes da família desde o desaparecimento do casal, em fevereiro de 2022.

“Queremos sair daqui com a alma lavada e com o Andrew recebendo a pena máxima”, afirmou ao falar sobre a expectativa da família em relação ao julgamento.

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O neto assiste o julgamento usando um boné que pertenceu ao avô. Segundo ele, foi uma forma simbólica de homenageá-lo e de trazê-lo junto para esse momento decisivo.

“Meu avô estaria completando 90 anos no dia 28 de agosto. É o mês do Dia dos Pais. Então é uma data difícil, dolorosa, mas a gente entende que tudo tem um propósito. Se essa demora toda teve que acontecer para que o julgamento fosse agora, que assim seja. A gente quer pelo menos esse conforto”, acrescenta.

Ruben Silveira Heger assiste o julgamento usando um boné que era do seu avô, Rubem Affonso Heger | abc+



Ruben Silveira Heger assiste o julgamento usando um boné que era do seu avô, Rubem Affonso Heger

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Ruben também falou sobre o sentimento de perda e sobre o fato de os familiares não terem tido a oportunidade de se despedir de Rubem e Marlene, pois os corpos nunca foram encontrados. Em uma delação premiada, Andrew afirmou que a mãe, Cláudia de Almeida Heger, matou o próprio pai e a madrasta e os corpos foram incinerados em uma churrasqueira.

“Ele [avô] era o meu segundo pai. Eu perdi meu pai muito cedo e foi meu avô quem me apoiou, quem torceu por mim. Se hoje eu sou o homem que sou, é porque ele me ajudou a construir esse caminho. Talvez esse julgamento seja um velório simbólico”, destaca Ruben.

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A família espera pena máxima como forma de Andrew pagar pela mãe, que também respondia pelo crime, mas faleceu em março deste ano um dia após sair da cadeia. “Ela não está aqui para responder, mas ele está. E ele tem que responder por ele e por ela. Que pague com a pena máxima”, coloca.

Julgamento deve seguir até o período da noite

O julgamento ocorre no Salão do Júri do Foro da Comarca local, sob presidência do juiz Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem. Andrew está presente, mesmo internado no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), após ter sido declarado inimputável por laudo de insanidade mental.

A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Caio Isola de Aro, com o auxílio de quatro assistentes de acusação. A defesa é representada pelo advogado André Von Berg. O corpo de jurados é composto por seis homens e uma mulher.

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Advogado André von Berg atira na defesa de Andrew Heger Ribas



Advogado André von Berg atira na defesa de Andrew Heger Ribas

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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