O réu Ayrton da Silva Fonseca, de 32 anos, confessou nesta quinta-feira (9), durante o julgamento no Tribunal do Júri de Novo Hamburgo, que matou a companheira, Franciele Greff Mentz, 33, em abril do ano passado.
Em interrogatório realizado no fim da manhã, ele admitiu ter desferido as facadas que causaram a morte da vítima e afirmou estar arrependido. “Sei que vou ser condenado, tenho que pagar pelo pecado que fiz”, declarou aos jurados.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Segundo o acusado, o casal havia passado a noite bebendo. Ele contou que Franciele foi dormir e ele permaneceu bebendo até que, já na madrugada, a companheira acordou e pediu que ele parasse de beber, o que teria originado uma discussão.
Durante essa discussão, o acusado disse que pediria a separação e ficaria com a filha do casal, de 5 anos. Segundo ele, foi isso que supostamente gerou uma reação de Franciele. “Ela foi até a cozinha, pegou uma faca e veio na minha direção. Eu tomei a faca dela e acertei ela”, afirmou.
Fonseca relatou ainda que, após receber as primeiras facadas, Franciele tentou fugir. “Ela tentou correr, mas consegui derrubar ela próximo à porta. Eu peguei outra faca e dei mais duas facadas nas costas dela”, confessou. Após o crime, o réu afirmou que deixou a casa sem olhar novamente para a vítima. “Depois que dei as facadas nela, não tive mais coragem de ver ela morta, de ver a atrocidade que eu fiz”, disse, ao justificar por que saiu da casa por uma janela.
Julgamento
O julgamento ocorre no Fórum de Novo Hamburgo. Pela manhã, também foram ouvidos um policial civil da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela investigação, a irmã de Franciele e três testemunhas de defesa: o pai do acusado e dois amigos.
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Em depoimento, o policial afirmou que a filha do casal estava “a poucos palmos de distância” quando o ataque começou e relatou que, após o crime, Fonseca trocou de roupa e escondeu a faca utilizada atrás da geladeira, onde ela foi posteriormente localizada pela perícia.
Na parte da tarde, ocorrem os debates entre acusação e defesa. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Robson Jonas Barreiro, com assistência da advogada Caterine Rosa, que representa a família da vítima. A defesa é feita pela advogada Magda de Araujo Prates.
Franciele Greff Mentz foi morta na madrugada de 12 de abril, dentro da casa onde vivia com o companheiro, na Rua Lima, no bairro Santo Afonso. A perícia concluiu que os primeiros golpes foram desferidos enquanto ela ainda estava deitada na cama.
Mesmo ferida, ela tentou fugir, mas caiu antes de conseguir sair da residência. Após o crime, o acusado deixou o local levando a filha do casal e foi preso em flagrante horas depois. Ele permanece preso preventivamente desde então.
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