Com faixas e cartazes, eles exigem respostas sobre o caso envolvendo o trabalhador desaparecido há três semanas, no dia 26 de julho, quando o Volkswagen Gol que dirigia acabou encontrado abandonado.

Foto: Paulo Pires/GES
Mãe de Paralta, Maria Inês Ferreira, 60 anos, diz que chora dia e noite desde o sumiço do filho. Isso porque não há informação sobre o que possa ter acontecido desde que o carro foi achado.
“Vivo em angústia e não durmo mais à noite”, desabafa. “Já faz três semanas que se mantém esta agonia. Sinto uma dor profunda no peito.”
Esposa de Paralta, Amanda Ferreira, 21 anos, conta que a pequena Vitória, de apenas 2 anos, se ressente da ausência do pai devido à proximidade dos dois. “Ela era muito apegada a ele desde que nasceu”, relata. “E dói ver minha filha batendo o pezinho no chão e chamando o pai dela.”
Trotes
Em paralelo ao trabalho da Polícia, os familiares lideraram buscas na área onde o Gol apareceu e também nas imediações. Nenhuma pista, entretanto, surgiu das buscas ao longo da semana.
“A gente já andou por tudo e ninguém sabe dizer onde ele possa estar”, lamenta a irmã, Camila Ferreira da Silva, 34 anos. “Dizem que viram aqui e ali, mas nunca é ele.”
Camila aponta que centenas de cartazes foram divulgados com o apelo de que alguém apontasse alguma informação relevante sobre o jovem, contudo só surgiram trotes.
“Divulgamos vários números nos cartazes, mas só serviram para que pessoas brincassem e mandassem trotes”, diz. “Até agora, nada de bom surgiu para nos ajudar.”
Bombeiros
Segundo a capitã Júlia Calgaro, os bombeiros vasculharam o local, mas não foram achados nenhum rastro que pudesse apontar o paradeiro da vítima.
“Fomos até a área onde foi encontrado o veículo [um Volkswagen Gol] para descartar aquele local”, explica. “Agora, dependemos da investigação da Polícia Civil para procurar em outra área.”

Foto: REPRODUÇÃO
Polícia Civil
O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que permanece procurando o jovem desde a noite do desaparecimento.
Conforme a delegada Graziela Zinelli, que responde pelo inquérito de desaparecimento aberto pela Especializada, ainda não há pistas do paradeiro do jovem.
“Estamos analisando vários documentos e imagens”, explica. “Seguimos diligenciando, mas não temos nenhuma indicação de onde possa estar a vítima.”
A Polícia avisa que qualquer informação pertinente sobre Mateus pode ser passada para o disque-denúncia da Especializada no telefone 0800-642-0121.