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OPERAÇÃO TARJA PRETA

Zolpidem, ritalina e mais: Dois são presos por esquema de exportação ilegal de remédios tarja preta e vermelha do Brasil para os EUA

Grupo investigado por tráfico internacional de medicamentos enviava remessas sem exigência de prescrição médica

Publicado em: 11/11/2025 às 14h:51 Última atualização: 11/11/2025 às 14h:52
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Duas pessoas foram presas por estarem envolvidas em um esquema de exportação ilegal de remédios tarja preta do Brasil para os Estados Unidos. Dentre os medicamentos, estavam Zolpidem, Ritalina e outros.

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As ações aconteceram nesta terça-feira (11), em ambos os países, na Operação Tarja Preta, deflagrada pela Polícia Federal.

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Grupo investigado por tráfico internacional de medicamentos enviava remessas sem exigência de prescrição médica

Foto: Polícia Federal

As investigações da Polícia Federal, que começaram em 2023, mostraram que a organização criminosa era bem estruturada, com divisão de tarefas entre as farmácias que atuavam como fornecedores, junto aos intermediários e receptadores.

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O grupo enviava remessas internacionais de medicamentos psicotrópicos sem prescrição médica, o que vai contra as normas sanitárias brasileiras e norte-americanas. Os remédios enviados pelo esquema, que foram interceptados, são:

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  • Zolpidem;
  • Alprazolam;
  • Clonazepam;
  • Pregabalina (que é tarja vermelha);
  • Ritalina.

Operação Tarja Preta

Um dos envolvidos no esquema recebeu mandado de prisão temporária em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, pela Polícia Federal. Já a outra pessoa, identificada como líder da organização criminosa, foi localizada e presa em Orlando, no estado da Flórida, por oficiais do governo dos EUA.

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Além das prisões, também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na cidade carioca, em endereços residenciais e comerciais, pelos policiais federais. Isso envolveu quatro pessoas físicas e duas jurídicas, diretamente ligados ao esquema, conforme a PF.

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Essas ações fazem parte da Operação Tarja Preta, deflagrada pela Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e dos Correios, na manhã de hoje. A ação também contou com o auxílio de oficiais do governo dos EUA e dos Correios.

Os medicamentos enviados foram interceptados pela PF e pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), em cooperação com a Drug Enforcement Administration (DEA). Todos eram considerados psicotrópicos ou entorpecentes, segundo a portaria SVS/MS nº 344/98.

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Durante a investigação, também foram reveladas dezenas de movimentações financeiras atípicas e transferências bancárias, o que pode indicar lavagem de dinheiro e financiamento da atividade contra a lei, conforme a polícia.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de drogas, sem contar com outros delitos que podem surgir no decorrer da investigação. Apontada como líder da organização, a pessoa presa nos EUA será deportada para o País após os trâmites legais.

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