O processo que envolve a falência do hotel Modevie, em Gramado, teve novos capítulos, depois que um novo magistrado assumiu a Vara Regional Empresarial de Caxias do Sul. Localizado no Centro da cidade, a poucos metros da Rua Coberta, o empreendimento foi a leilão por uma avaliação inicial de R$ 132,6 milhões.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Com dívidas que estão em torno de R$ 63,1 milhões, as três tentativas de venda foram fracassadas, pois não houve nenhum interessado. As praças do leilão ocorreram, em agosto deste ano, mas sem sucesso.
De acordo com o advogado à frente do processo, Nestor Samrsla, da MRS Administração Judicial, houve o pedido para uma nova tentativa de leilão. Foi então que o juiz André Dal Soglio Coelho anulou a avaliação inicialmente homologada.
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“Na nova decisão, já proferida nos autos, o magistrado entendeu pela readequação do valor de avaliação, após documentação apresentada pela administração judicial”, explica Nestor.
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Dos R$ 132,6 milhões, o novo valor ajustado é de R$ 60 milhões para a compra do hotel de “porteira fechada”, ou seja, como encerrou as atividades em março deste ano. Nesse montante é considerado o terreno de 1,03 mil m², a edificação, que possui 16 apartamentos, o mobiliário, equipamentos e a marca Modevie. O hotel fica na esquina entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua Augusto Zatti.
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Com a nova determinação da Justiça, Nestor conta que a administração judicial está aceitando propostas de interessados na aquisição do bem. Atualmente, três propostas foram apresentadas, sendo a mais vantajosa delas a de R$ 11,5 milhões – com pagamento à vista.
O advogado cita que o juiz ainda não proferiu decisão sobre a nova modalidade de alienação, mas que, apesar disso, quem possuir interesse no negócio, pode encaminhar as propostas para o e-mail contato@mrs.adm.br.
O advogado frisa que a aquisição do empreendimento é livre de qualquer ônus e as dívidas ficarão sob responsabilidade de pagamento da massa falida.
“Quanto mais próxima a proposta do valor de avaliação, maior a chance de uma tentativa de venda direta”, reforça Nestor. Entretanto, ele salienta que a preferência é sempre pelo pagamento à vista. “A proposta sendo homologada, é preciso fazer o pagamento de maneira imediata. Então, a proposta precisa ter liquidez”, complementa.
O advogado acentua, ainda, que existem propostas com valores mais altos do que os R$ 11,5 milhões, contudo, para pagamento parcelado. “Não adianta vir uma proposta maior com um parcelamento muito extenso, porque, com a perda da inflação e descapitalização do dinheiro, às vezes, a proposta se equivale”, ressalta.
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A venda do hotel é considerada importante para a geração de valores que vão acarretar o pagamento dos credores da massa falida.
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