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2º TURNO

Aprovado projeto que pode reduzir participação da Câmara de Vereadores no orçamento de Novo Hamburgo

Prefeitura busca dar maior agilidade na aplicação de recursos oriundos de superávit financeiro

Aprovado projeto que pode reduzir participação da Câmara de Vereadores no orçamento de Novo Hamburgo
Publicado em: 27/05/2026 às 19h:51 Última atualização: 27/05/2026 às 19h:57
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Por 7 votos a 5, com direito a engano, a Câmara de Novo Hamburgo aprovou em 2º turno a permissão de abertura de créditos adicionais com recursos decorrentes do superávit financeiro sem computá-los dentro dos limites percentuais de suplementação. O Projeto de Lei nº 36 de 2026, encaminhado pela Prefeitura, já havia sido aprovado em 1º turno e agora precisa ser sancionado pelo prefeito Gustavo Finck (PP).

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Na justificativa, o Executivo afirma que há necessidade de reduzir a burocracia para os investimentos. “Ignorar essa distinção e sujeitar sua aplicação ao mesmo limite percentual de suplementação poderia acarretar um engessamento desnecessário, impedindo que o Município utilize prontamente valores que já estão em caixa e que poderiam ser direcionados para o atendimento de demandas urgentes.” 

Projeto do Executivo foi aprovado em votação apertada e com engano  | abc+



Projeto do Executivo foi aprovado em votação apertada e com engano

Foto: Maíra Kiefer/CMNH

Apesar do argumento da prefeitura, a vereadora Professora Luciana Martins (PT) voltou a se manifestar contra o projeto. “Não estamos discutindo situação ou oposição. O que estou fazendo é uma defesa a esta casa [Câmara de Vereadores].”

Segundo a parlamentar, a lei retira do Legislativo a função de fiscalização. “O que estamos fazendo aqui é não executar o nosso papel, já que uma das prerrogativas é acompanhar a execução e aprovar, ou não, uma peça orçamentária.”

A vereadora Daia Hanich (MDB) já havia se posicionado de maneira semelhante na segunda-feira (25). Ela salientou que, se há necessidade de utilizar recursos do superávit para determinadas áreas ou projetos, o caminho adequado segue sendo o envio de matérias ao Legislativo. “Permitindo debate, transparência e participação do Legislativo nas decisões orçamentárias”, finaliza.

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Giovani Caju (PP) e Ricardo Ritter (MDB), respectivamente líder e vice-líder do governo, reforçaram que o objetivo do projeto é ampliar a capacidade administrativa e financeira do município. “Quem é a pessoa mais cobrada dentro de um município? O prefeito. Estamos dando um voto de confiança ao nosso prefeito, que terá maior autonomia”, exemplifica Ritter.

Já Caju afirma que a Prefeitura está vivendo uma nova realidade em comparação com o início do governo, em janeiro de 2025. “A Prefeitura é boa pagadora, mostrando o compromisso do Executivo com a cidade.”

Votação

No momento da votação eletrônica, a vereadora Deza Guerreiro (PP) acabou votando favorável ao projeto. “Quero deixar claro que meu voto é contrário, assim como na sessão de segunda-feira. Percebi o erro ao verificar o placar. Temos que participar juntos das decisões, por isso meu voto é contrário”, afirmou a vereadora.

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Após o erro, ela solicitou que a contrariedade fosse registrada em ata. Caso o voto fosse computado como contrário, deixaria o placar empatado em 6 a 6, fazendo com que o presidente Juliano Souto (PL) desempatasse.

Depois do engano, a assessoria legislativa foi consultada e o placar validado, mesmo com a constatação do voto da vereadora em ata. Em relação ao 1º turno, o vereador Felipe Kuhn Braun (PSDB), que havia sido favorável, votou contra a proposta.

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Ito Luciano (Podemos), que estava ausente na primeira votação por problemas de saúde, teve seu voto a favor do texto, enquanto Joelson de Araújo (Republicanos) estava ausente por cumprir agendas em Brasília.

Como votaram: 

Favoráveis (7)

Giovani Caju (PP), Éliton Ávila (Podemos),Ito Luciano (Podemos), Ico Heming (Podemos), Nor Boeno (MDB), Ricardo Ritter (MDB) e Deza Guerreiro (PP)*

Contrários (5)

Cristiano Coller (PP), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Enio Brizola (PT), Professora Luciana Martins (PT) e Daia Hanich (MDB).

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*A vereadora Deza Guerreiro explicou que o voto favorável aconteceu por engano.  

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