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REGULARIZAÇÃO

Bebê reborn chega à Assembleia gaúcha com projeto sobre adoção e saúde mental; entenda

Proposta do deputado Kaká D’Ávila (PSDB) tem o objetivo de regulamentar a comercialização desses brinquedos no Estado

Publicado em: 30/05/2025 às 17h:59 Última atualização: 30/05/2025 às 17h:59
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Febre entre adultos e crianças no Brasil, os bebês reborn — bonecas hiper-realistas que simulam bebês humanos — agora são tema de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). O deputado estadual Kaká D’Ávila (PSDB) protocolou o projeto de lei 188/2025 com o objetivo de regulamentar a comercialização desses brinquedos no Estado.

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Projeto quer que venda de “bebês reborn” estimule reflexão sobre adoção e saúde mental | abc+



Projeto quer que venda de “bebês reborn” estimule reflexão sobre adoção e saúde mental

Foto: Redes Sociais/Reprodução

Feitas de silicone e com aparência extremamente realista, as bonecas reborn conquistaram popularidade com a oferta de simulações de parto, enxovais completos e até vídeos de cuidados como se fossem bebês reais. O fenômeno, no entanto, vem despertando preocupações sobre os possíveis impactos emocionais dessa interação, especialmente entre adultos que desenvolvem vínculos afetivos com os bonecos.

Proposta

Diante desse cenário, a proposta de D’Ávila busca não apenas regulamentar o comércio, mas também utilizar a popularidade do brinquedo como ferramenta de conscientização sobre o processo legal de adoção de crianças e adolescentes, além de alertar para questões de saúde mental. “A ideia é utilizar um objeto que já desperta vínculos afetivos em muitos adultos para promover a reflexão sobre a adoção legal e também chamar a atenção para questões emocionais que podem surgir”, afirmou o parlamentar.

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Ele destaca que o objetivo é prevenir distorções emocionais associadas ao apego aos bonecos hiper-realistas, ao mesmo tempo em que se valoriza o processo formal e responsável da adoção.

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Regras para comercialização

Segundo o texto do projeto, lojas físicas e virtuais que comercializam os “bebês reborn” deverão incluir avisos obrigatórios nas embalagens e nas descrições dos produtos. As mensagens devem informar que se trata de um brinquedo e estimular o conhecimento sobre adoção legal no Brasil, com a seguinte frase:

“Este é um brinquedo. A adoção de crianças e adolescentes é um ato de amor e responsabilidade.”

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Acesso à informação e suporte emocional

O projeto também prevê a inclusão de orientações sobre a busca de apoio psicológico, quando necessário, e a obrigatoriedade de que os pontos de venda disponibilizem, em local visível, materiais informativos. Esses conteúdos devem conter dados sobre o processo de adoção, acesso ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e contatos de serviços gratuitos de saúde mental, preferencialmente vinculados ao SUS.

A proposta agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia.

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